6 de julho de 2015

A sensação de perder.

Desculpem-me a falta de posts mais giros, a vidita da miúda está em fase de mudança e isso influencia tudo... essencialmente o humor.

Adiante...

Sempre fui uma gaja que consegue o que quer. Não daquelas mimadas que antes de pedirem os pais já estão a oferecer. Não. Uma daquelas gajas que patina patina mas chega lá.
Sempre assim foi. Conquisto tudo aquilo que quero mas com esforço. Assim até sabe melhor no fim...

Há algum tempo, um amigo explicou a sua teoria do pensamento positivo e de como isso atrai o que desejamos. Gostei da ideia e tentei trazer essa energia para casa. O que tinha a perder? Estava sem emprego, poucas perspetivas, solteira... 
Em poucos dias arranjei um estágio fenomenal e comecei a enrolar-me com o gajo mais giro que já vi na vida! Se teve alguma coisa a ver com o pensamento positivo? Não sei, mas calhou mesmo bem!

Agora chega a fase do reverso. Chegou o final do estágio e a incerteza toda de uma vez.
Lido muito mal com a incerteza. Odeio tudo aquilo que não consigo controlar.
Agora tem sido mais difícil ir buscar a energia do "quero, posso e tenho". Sei que tenho um currículo atraente e que as entrevistas me correm bem. Mas não quero ir.
Como se explica isso ao cérebro? Onde vamos buscar racionalidade para entender que a vida nos está a afastar de alguém que passou a ser a nossa casa?

É uma sensação mesmo filhadaputa quando tens de abandonar algo a que já pertences. Só quando desidratares de tanto chorar é que te voltas a pôr de pé cheia de energias positivas.

Nunca tinha passado por este sentimento de pertença. A casa dos pais não conta.
Dos outros sítios onde vivi e trabalhei, saí com gosto. Aqui, levo o amor de todos os colegas mas vou mais sozinha do que nunca. Sinto que deixo cá tudo. Essencialmente a melhor influência que já tive. 
Sempre bem, sempre meigo, sempre a mandar-me ir correr. E nunca sequer foi meu... 

Isto não sou eu. Estão a ler uma Daniela desolada e desorientada. Felizmente isto dura pouco. Entre 15 minutos a dois dias! ahah 
Mas enfim, acho que tudo isto me faz perceber o que muita gente sente e já sentiu. 
Por ter caído poucas vezes "da cadeira" nunca entendi por que raio as pessoas se deixavam afectar tanto com coisas que me pareciam pouco significantes.
Cá estou eu, cheia de sentimentos e coisas estranhas a acontecer ao mesmo tempo, e a perceber perfeitamente o que é perder sem ter culpa, o que é ter de sair quando tudo grita "fica!".

Certamente que também já passaram por algo do género. Ver a vida a afastar-vos daquilo que tanto queriam. Partilhem, se quiserem, as vossas histórias que eu vou adorar ler.

Escrever isto foi mais terapêutico do que eu estava à espera :)


Um beijo,
MariaDaniela

2 comentários:

  1. Acho que é bastante normal sentires-te assim. Criamos ligações fortes com as pessoas com quem trabalhamos e quando gostamos do que fazes. Mas eu acredito que tudo na vida tem uma lógica e nada acontece por acaso, mesmo que agora não percebas essa lógica.

    Força :)

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