4 de setembro de 2015

Fast Fashion vs. Slow Fashion

Por vezes dou por mim a ler artigos relacionados com moda e tendências e apercebo-me que existe praticamente uma linguagem própria com imensos termos e expressões específicas do ramo e que o comum mortal desconhece. É preciso algum empenho e estudar para ficar confortável com os nomes dos padrões, dos tecidos, da conjugação de peças, do tipo de peças que adquirimos, do tipo de fabrico... Enfim, é todo um processo.

Hoje venho falar-vos de dois desses termos meio estranhos e que estão em todo o lado, mais do que nunca. São eles o conceito de Fast Fashion e de Slow Fashion.

Fast Fashion

Basicamente, refere-se à produção imediata e contínua das últimas tendências no mercado da moda a preços acessíveis.
Este movimento tem origem europeia e permite que os consumidores tenham acesso a produtos inspirados em coleções de marcas de luxo de forma rápida e pouco dispendiosa.
Em Portugal, temos uma muito diversificada gama de lojas de Fast Fashion: Bershka, Mango, H&M, C&A, Benetton, Stradivarius, Pull and Bear…
Porém, ao mesmo tempo que se estimula o largo e contínuo consumo levantam-se questões como a realidade da exploração laboral em países como o Cambodja, Bangladesh e outros países do sudeste asiático.


A Zara é a principal referência quando se fala em Fast Fashion e segundo especialistas, esta empresa espanhola mudou a forma como marcas de luxo atuam no mercado (falamos da Gucci, Burberry ou Louis Vuitton) passando a ter novos produtos com mais frequência.
Este modelo de mercado cria um vínculo entre a marca e o consumidor na medida em que o cliente mantém interesse na procura de novos produtos, nas visitas frequentes às lojas e a querer estar sempre informado acerca das possíveis novidades.




Slow Fashion

Trata-se do extremo oposto de Fast Fashion. Este modelo defende a criação de peças de qualidade inquestionável, intemporais, duráveis e em pequena escala, em locais mais parecidos a ateliês do que a indústrias.
São utilizados tecidos nobres, naturais e, se possível, ecológicos nos lançamentos pontuais de coleções. Há sempre uma sensação de exclusividade.
Há uma relação de confiança entre criadores e consumidores que só é possível em produções de pequena escala. Essas produções tentam muitas vezes utilizar recursos e materiais locais, apoiando a exploração e desenvolvimento da região.

As suas filosofias passam pela manutenção das nossas roupas e não na compra compulsiva. É incentivada a forma de pensar , agir e consumir em torno de “qualidade sobre quantidade” ou “less is more”, desprezando o conceito de “tendência” e enaltecendo sempre as peças clássicas.
Este modelo mantém vivos os métodos tradicionais de trabalhar os tecidos assim como toda a história por detrás de uma peça que roupa, que lhe dá significado.




Do meu ponto de vista, acredito que o equilíbrio se encontra entre os dois conceitos. É obviamente necessário o mundo do fast fashion que nos permite o acesso a peças tendência com preços muito convidativos. No entanto, quem não gosta de ter peças de qualidade inegável (talvez até feitas por medida) que gritam exclusividade?
Ter um closet em que ambos os modelos coabitam harmiosamente parece-me perfeito. Todas as bloggers de moda, it girls e entendidas na matéria incentivam à compra de boas peças básicas e clássicas, enquanto que a aquisição de peças em voga durante uma só estação deve envolver um menor custo/esforço.

 Partilhem as vossas opiniões :)

todas as imagens através de google.pt

Um beijo,
MariaDaniela

Sem comentários:

Enviar um comentário