24 de setembro de 2015

Uma segunda oportunidade aos patudos

Hoje falamos de bichos. Essencialmente dos meus.

Adoro animais. Girafas, pinguins, hipopótamos, cães, porcos, ovelhas. Gosto de saber que mesmo aqueles que têm como fim a nossa alimentação têm uma vida digna e com boas condições.
Os animais de que vos venho falar são os perdidos. Os abandonados, os que estão a mais, os que incomodam. Tenho três.

O primeiro a surgir cá em casa (tive cães, no passado, mas nunca dentro de minha casa) foi o Rodolfo, já vosso conhecido e atual mascote aqui do sítio. Porquinho da Índia, Peruano.
Uma colega da minha mãe disse que mo dava porque não estava a conseguir vender todos os bebés e não saberia o que fazer com eles. Acompanha-me há quase 3 anos e recentemente sugeriram-me passar uma semana sem ele e bastou-me ponderar a hipótese para ficar em lágrimas. É o mais fiel amigo.












Há cerca de um ano e meio, aparece a trapalhona Maria. Sem raça definida, surgiu do nada ainda com semanas de vida quando o meu pai tentava desbravar um punhado de terra. Veio para casa no bolso da camisa, evitando um futuro de fome, frio e abandono. Hoje, vive em nossa casa mas passa muito tempo na rua, esta grande senhora do seu... focinho!







Já este verão, entregam à sua sorte um pequenote no final da rua onde eu e os meus pais costumamos estacionar os carros. O temível Super-Gato. De pelos compridos, sabemos que foi abandonado porque nas redondezas ninguém tem gatos semelhantes. Vive na casa das ferramentas de trabalho (com óptimas condições, descansem) junto à nossa terra e é muito feliz junto de outros gatos sem dono a que damos comida diariamente.




Pronto, é isto. Nós sentimos que é o nosso dever acolher estes pequenotes que não pediram para nascer. Sempre que podemos damos uma mãozinha e não compramos animais de estimação. Não quando há tantos que são atirados porta fora. Não julgamos quem compra e entendemos a predilecção por determinadas raças, idades, cores, etc. Não sou ninguém para julgar o que quer que seja. Mas também não pactuo com os senhores que têm autênticas fêmeas parideiras em gaiolas que só servem para dar lucro. 

Gosto de cuidar destas três pestes, todas com personalidades bem diferentes. O mimoso Rodolfo, a independente Maria e o traquina Super-Gato. Sinto-os gratos e amigos. Isso não tem preço.

Um beijo,
MariaDaniela

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