24 de novembro de 2015

O Privilégio.

Às vezes é preciso relativizar. Suavizar a realidade aos nossos olhos. Deixar de ver apenas os problemas e olhar com olhos de ver para aquilo em que temos sorte.
Eu tenho sorte. Tenho muita sorte. Aliás, sou abençoada.
Sou estupidamente agarrada ao mar. O mar que é a mão que dá e a que tira. O mar que tanto é calma como revolta. 
No Alentejo vivo bem perto d'água. Entre praias mais ou menos conhecidas, portos de pesca e recantos desconhecidos para a maioria, é por aqui que o raciocínio volta a funcionar sem problemas. 

Quando estou no Algarve não tenho esta proximidade. Nem o mar é o mesmo. Faz-me falta o ruído profundo da agitação das ondas, o vento e o cheiro.
Faz-me falta a praia, mesmo no inverno. Mesmo quando o sol não aquece mas ilumina e abrilhanta até as pedras mais desgastadas pela pancada do mar, furioso.
Esta que vos mostro em seguida é um recanto pequenino. Familiar. Tenho aqui as melhores memórias. Foi aqui que pela primeira vez pensei que ia partir os dentes da frente. Desde então, é uma constante. Para aqui, vêm as vedetas da tv, os habitantes da terra e os turistas que procuram paz. Quem quer aparecer na capa da TV Guia não tem sorte por estas bandas.
É pela tranquilidade que este cantinho conquista as pessoas. Não há rede nos telemóveis, apenas sossego.





Não vou dizer que quem me tira esta praia me tira tudo... Mas sobra muito pouco.

Um beijo,
MariaDaniela

3 comentários:

  1. Preciso de uma assim aqui.
    Era isso e tinha uma cidade perfeita :D

    http://princesasemtiara.blogs.sapo.pt/

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  2. Conheço algumas praias da costa alentejana, adoro.

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  3. É mesmo um privilégio.
    Que fotos lindas!

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