8 de dezembro de 2015

Feministas em Portugal: Deixem-se de tretas!

Um bom título não acham? Eu acho que é dos melhores que já escrevi por aqui. O post talvez não. Vamos a ver o que sai daqui.

Isto tudo a propósito de ter comprado a Vogue do mês de Janeiro, muito por causa da Kristina Bazan. Toda a gente conhece o Kayture e aquela carinha de anjo que se vê transformada em campanhas incríveis que já protagonizou.
A produção está fantástica (também aqui temos a Maria Guedes, que eu não gosto nem desgosto) e já tenho muita inspiração para futuras publicações, essencialmente focadas na primavera. 

Pois bem, o tema aglutinador dos artigos desta edição é o poder no feminino. 
Temos as 3 candidatas a Presidente da República. Gosto de ver isto mais equilibrado. Gosto de mulheres com garra e atitude para encarar e representar um país. Porque são certamente capazes. 
Em Portugal, antigos são os tempos em que a mulher não tinha voz activa, não tinha poder nem gozava de igualdade. Hoje, isso é só uma parte triste da nossa História.
Hoje, as mulheres votam, as mulheres exercem cargos de Direcção e Administração, as mulheres são mães quando e se quiserem, são elas quem tem mais formação no nosso país, são independentes. 
Mas ainda hoje algumas mulheres continuam a gritar palavras de ordem. Porquê? Porque o gajo não abriu a porta do carro para ela sair, porque não matou a aranha que apareceu na cozinha, porque disse que não ia fazer 50 km para lhe mudar o pneu. Porque concorreram a um lugar muito desejado por elas e quem o conquistou foi um homem. Se calhar não estavam preparadas para o cargo. Porque os homens preferem que sejam elas a cozinhar. Talvez por saberem que se esquecem sempre de por sal no arroz.
Em Portugal somos livres. E se temos chance de conseguir aquele cargo de chefia no Departamento Financeiro daquela multinacional também temos a oportunidade de pagar o jantar, naquele encontro com aquele Economista que se farta de trabalhar mas o ordenado é pequeno. Não precisamos do casaco dele pelos ombros porque vimos na net que ia estar frio à noite e levamos o nosso sobretudo giríssimo. Fora os romantismos, admitam que as vossas roupas vos ficam muito melhor que as deles. 
Eu admito-me cansada e por vezes envergonhada por ver as nossas feministas a gritar pelos nossos direitos. Mas quais são os direitos que ainda nos faltam? «Ah, o corpo da mulher é visto como um objecto aos olhos dos homens.», dirão algumas. Tudo bem. Mas é pensar nisso de cada vez que se sai à noite só de soutien e minissaia, de cada vez de põem uma foto no instagram com um bruto decote em que mal apanham a cara e escrevem algo profundo como "I have a dream". Há revistas com mulheres nuas mas também as há com homens. 
Opá eu não sei. Querem ir gritar "Fredoooom!"? Que tal pegarem nos trocos que pouparam nas entradas à borla e bebidas grátis (POR SEREM GAJAS!) e irem para África com o vosso propósito? Aí aplaudo-vos de pé. Juro.
Acredito que existam situações de injustiça mas serão ou casos isolados ou minorias. 
Agora toda a revolta e histerismo pela igualdade de direitos de género em Portugal é só parvo. 
Acreditem que é.

Este assunto traz à tona a minha besta interior. Mas o tema pica-me mesmo. Digam de vossa justiça.

Um beijo,
MariaDaniela

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