25 de janeiro de 2016

Obrigadinha, Genética: A miúda que tem as mamas do pai.

Começo por dizer que não tenho qualquer problema com o meu corpo nem tenho como sonho viver na salinha de espera de uma clínica de cirurgia estética. 

A verdade é que fui buscar muito mais do que o nariz ao meu pai. A calma e o ar afável também partilhamos irmãmente. Somos a coisa mais linda e não conheço mais ninguém (pai e filha) com uma relação de companheirismo como a nossa. Ele tem um coração tão grande que me deu algo que nunca esquecerei: as mamas dele.

A genética aproveitou a paródia e nasceu aqui um belo espécime! 
Não vou dizer que não tenho nadinha (como um homem) mas com a minha estatura física, se houvesse aqui alguma harmonia, eu teria um par de glândulas mamárias capaz de esconder o telemóvel, a carteira e o computador fixo. Assim, se guardar uma moeda de 50 cêntimos no soutien é capaz de se notar. 


Na adolescência, acho que olhava para elas todos os dias de manhã, como quem diz "'tão?! Como é que é?! Estão a crescer pra dentro?". Não cresceram para dentro mas o infeliz facto é que é a parte do meu corpo menos receptiva a gordura. Podia ser a barriga, podiam ser estes presuntos, não. Demasiado cliché. Boobs.
Nessa altura, os rapazes mediam a beleza das miúdas pela copa do soutien. A verdade é que mesmo quando passamos essa fase, eu continuei a não ser a super-brasa-mega-hot. Nem hoje. 

A coisa passou-se e eu fui aceitando o meu desinteressante fado.
Surgiram os super push-up mas como são soutiens que já vêm cheios o meu cérebro baralha-se. Fazem o peito muito redondinho e empinado e na nossa cabeça ouvimos uma voz labrega a dizer "Belo material!!". A auto estima aumenta e os níveis de excitação também. Não só os nossos. 
A parte gira de ter umas maminhas modestas é que as podemos fazer parecer grandes e ter os benefícios de serem pouco volumosas.
Problemas de postura?! Quais?! Tudo em cima, a desafiar a lei da gravidade e sendo best friend da espinha dorsal. O privilégio de dormir tão bem de barriga para baixo como de barriga para cima. É impagável para lontras como eu.

São bonitas tal como as grandes e não nos tornam menos atraentes. Têm a mesma sensibilidade e a mesma perfeição. Se algum gajo vos disser o contrário atirem-lhe com um objecto cortante e digam que vão da minha parte.
Se mais alguém no mundo tiver as maminhas do pai, que as assuma e que goste muuuito delas mesmo assim. Ou ainda mais assim!

Vá, e agora são 200 ml para cada lado, se faz favor!! ahahahah 



As maminhas pequenas desse lado que se acusem! E as mamas grandes que me venham fazer faianas. Mas só se souberem o que é "fazer faianas"! :P
Um beijo,
MariaDaniela

2 comentários:

  1. Bem, parece mesmo que somos irmãs! Também pertenço ao grupo das maminhas pequenas! Confesso que na adolescência foi algo que me incomodou bastante, mas hoje em dia gosto muito das minhas "meninas" :p
    No entanto, às vezes, na praia, penso que não me importava de ser um pouco mais avantajada, mas no fundo acho que assim pequeninas ficam bem no meu corpo! :D
    Beijinhos*

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    1. Acho que a adolescência é sempre ingrata para as maminhas pequenas. A adolescência em si é vil, ruim demais. Ponto final! ahah
      Fazes muito bem em gostar das tuas pequenas. Eu também sou fã das minhas ahah
      O que me assusta é que a minha mãe também usava uma copa B e depois da maternidade se lançou nas copas F!! Mas isso é assunto para outras núpcias!!
      Beijinhooo

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