6 de abril de 2016

Ser/Parecer a melhor sem esforço! [Emprego/Faculdade]



"Sem esforço". Adoro!
Pois bem, se vocês que estão desse lado partilharem esta semelhança comigo, então sosseguem e leiam o que a voz da (quase) experiência tem para vos ensinar.
Ninguém quer ser o pior aluno ou o pior colaborador da empresa. Há quem não se importe de ser mediano e há quem goste de dar nas vistas pelos melhores motivos.
Eu reuni (mentira, vou escrever conforme me vier à cabeça) alguns aspetos que me parece que fazem a diferença na hora de o vosso chefe/professor avaliar o vosso perfil.


- Aparência cuidada.
Em tudo na vida, numa entrevista de emprego, na apresentação de um trabalho, no velório da tia da prima da avó, no dia-a-dia da empresa. Mesmo que não exista um dress code definido ou uma formalidade implícita, é preciso ter noção e cuidado com o que transmitimos com a nossa roupa, maquilhagem e postura. É importante parecer que se quer mesmo estar ali. Às oito da manhã, com picaretas a cair do céu e um vento capaz de levar a prótese dentária que ainda não temos. Queremos muuuuito estar ali e por isso tivemos cuidado ao escolher a vestimenta. Depende de sítio para sítio, mas na maioria dos casos os jeans com rasgões, os decotes generosos e os calções de ganga que faziam corar a vossa avó ficam à porta. 


- Perguntar não ofende!
Fazer perguntas mostra interesse e fica sempre bem. Seja nas aulas, seja a pedir uma opinião sobre um trabalho ou projeto que se tenha em mãos ou sobre o desempenho da empresa. Mostra que não andamos por ali a passear o saquinho de ossos e mesmo que não ouçam uma palavra da resposta basta um "hum hum!" e parece que herdamos a genética do Einstein. 


- Saber ser simpática nos momentos certos!
É muito bom que tenhamos um sorriso simpático no rosto, um ar acessível e boa palavra para toda a gente mas manter esse sorrisinho afável numa reunião complicada é estúpido! Saber adequar a postura à situação em que estamos é meio caminho andado para se fazer notar pela positiva. Estar a rir com os dentes todos enquanto se apresenta um projeto sobre a fome em África é desadequado, levar o nosso melhor ar fúnebre quando estamos a promover um bar na praia da Rocha é esquisito para caraças. É saber estar que faz tooooda a diferença.


- Preparar-se para perguntas parvas.
Esta não é muito óbvia e é, de facto, a que exige mais trabalho. Quando conheci o meu chefe, das primeiras coisas que ele me disse foi algo do género "Quando me entregar um relatório prepare-se antes para todas as perguntas que eu possa fazer!". 
No início não foi fácil mas depois percebi que ele queria que eu lhe explicasse o que lhe "estava a vender" como se ele não entendesse nada do assunto. Podem treinar com o vosso sobrinho ou filho do vizinho e vão perceber que, mesmo achando que tinham feito um bom trabalho, muitas vezes nem às perguntas básicas saberiam responder. 
Isto ajuda a fazer um brilharete, acreditem. 


- Não ser a última a chegar e a primeira a sair!!
Trabalho numa empresa que não me controla horários, apenas o desempenho. Então, o meu chefe está-se nas tintas se eu saio daqui às 17h ou às 21h. Se o trabalho estiver feito, tudo tranquilo (como o esquilo?). No entanto, se alguém entrar às 10h e sair às 16h30 mesmo as pessoas mais liberais vão começar a comentar. Se o trabalho não ficar bem feito por algum motivo vão associar às horas de chegada e saída do posto de trabalho. Existe uma regra implícita que ninguém comenta mas a verdade é que os primeiros a chegar têm legitimidade para ser os primeiros a sair. Não é lei mas dá jeito marcar pelo menos presença. Mostra algum empenho, que são prestáveis estando mais disponíveis para os outros e que estão comprometidos com os objectivos da empresa. Isto é música para os ouvidos de qualquer boss!

E com isto espero que daqui a tempos me mandem por email os diplomas de mérito, os prémios de desempenho e as fotos de empregadas do mês. Estou a fazer-vos a papinha toda, hum?!


Um beijo,
MariaDaniela

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