16 de maio de 2016

Gostar de Bola é ridículo.



Gostar de futebol é ridículo. "Ser" de um clube, discutir táticas e contratações é ainda mais ridículo.
Ficar ofendido de cada vez que nos dizem que toda a gente do "nosso" clube devia falecer é o cúmulo do ridículo.
Só que no meio deste monte de coisas ridículas há sempre valores e lições a retirar cirurgicamente.
Em cada época (e esta última tem sido tão riquinha) há uma avalanche de lições de moral, de ética, de falta dela, de tudo o que o dinheiro compra e de amor à camisola.

Têm noção do quão ridículo é que se criem laços com jogadores que saem do "nosso" clube e ainda assim os apoiemos com o mesmo carinho? E que nos sintamos traídos com a saída do treinador para o clube rival?

Escrevo-vos este texto sábado, dia 14, sem saber como vai acabar. Tenho o coração nas mãos. 



Ridículo.

Pertencer a uma massa adepta é estar integrado. Até o patinho feio, o anti-social, o coxo e a velhota têm lugar. "Ter" um clube é perceber de estratégia, de marketing, de gestão, é saber interpretar e pesquisar nível dark warrior mega master e ter sempre tudo debaixo de olho. É sofrer durante 90 minutos como se a nossa irmã estivesse na sala de parto. É odiar aquele árbitro que marcou uma falta mal assinalada (aos nossos olhos) como se fosse o assassino do nosso cão. É ter raiva a um determinado clube como se nos tivessem levado um rim sem pedir licença. Quão ridículo.

E é por ser ridículo que cativa tanta gente. Por ter uma dose de irracional tão grande que nos devolve um bocadinho de vida. Daquela vida que nós suspendemos das 9h às 18h.

Hoje, segunda-feira, sei que o "meu" clube conquistou o tricampeonato. 
Esta época devolveu-me a esperança no mundo, no karma e no trabalho. O trabalho do "meu" clube foi feito dentro de campo. Atacado e atacando em várias frentes, merecendo respeito lá fora e conquistando o território perdido cá dentro. 
Ontem venceu a classe, a dignidade e o único clube da Primeira Liga que não tinha treinador. Venceu a perseverança, o silêncio no momento certo e a mística. 
Por isso é que o futebol é tão ridículo. Porque nos agarra, nos dá uma família e pequenos ódios de estimação. Como se não os tivéssemos que chegue... 
Gosto de campeonatos disputados, gosto de estratégia, gosto de futebol a sério. Mas gosto mais do meu Benfica. 

MariaDaniela

5 comentários:

  1. Eu cá não logo nada a futebol...

    Isabel Sá
    http://brilhos-da-moda.blogspot.pt

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  2. Rumo ao 36 e adiante. O nosso Benfica mereceu realmente o penico. Depois de tantos insultos à equipa e ao treinador, foi uma grande chapada de luva branca. E o que mais gosto no R.Vitória? A humildade, e o "desprezo" que dá às bocas do JJ.

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    1. Esta época foi como um filme. Depois do fuzilamento através de palavras e do baixo nível a que o Benfica e o seu Treinador esteve sujeito, o resultado justo era este.
      O Rui Vitória é um verdadeiro benfiquista! A atitude certa com que lidou com tudo desde o início é de um homem com grande caráter! Siga para o 36!!

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  3. fiquei tão mas tão contente que não dá para explicar, só sentir!

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  4. Eu já fui mais de ligar ao futebol, agora já não ligo tanto :) Mas não deixei de ficar contente pela nossa vitoria!
    Gostei muito do teu blog. Já te estou a seguir querida.
    Um beijinho.
    http://www.simplesmenteandreia.pt/

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