31 de outubro de 2016

As lojas estão a encolher-me!


Levantai-vos todas que o momento é solene, faxavor. 
Pois que, assim muito sem querer, muito sorrateiramente, as lojas me andam a encolher. 
Este fim-de-semana que se passou, este humaninho gordo foi gastar o que sobrava do plafond para o mês num trapinho e eis senão quando começa toda uma aventura a assemelhar-se à casa dos horrores aqui da feira de Santa Iria. 

Eu que toda a vida andei ali forte e firme nos M's e de hora em quando a fazer uma perninha nos L's (sim, Bershkas desta vida, eu não me esqueço!) dou por mim no dilema de não fazer puto de ideia de que tamanhos levar para o provador. Sabendo que só podemos levar 6 peças em alguns casos, as hipóteses não jogam a meu favor já que do S ao L, só consigo levar duas peças diferentes em três tamanhos distintos. Quem é que não quer um luxo destes?!
Pois, é que ao que parece estas 4 arrobas de xixa já cabem num S, às vezes. O que mais do que me alegrar me levanta a questão: Será que ainda há roupa para as raparigas magras? Mas aquelas magras, mesmo sequinhas, com pouca entremeada, só febra. 
Durante os últimos anos o drama sempre foi não haver roupas para o pessoal mais gordo. E é gordo mesmo, não é "forte" nem "com curvas", isso é proteger os anafados e eu não vou nessas tretas. Foram muitas as vezes em que olhei para um XL a pensar que vai daí alguém andava a fazer medidas com a garrafinha de absinto debaixo do braço. Nunca houve grande escolha para os roliços a não ser aquelas lojas exclusivas para eles. Agora aqui a chouricinha de carnes dá por si a comprar uma saia tamanho 34! 34, minha gente! 
Falei com a rapariga e, conforme pedi, ela foi à procura de um M ao armazém. Não estávamos a medir-nos com letras mas sim com números ao que ela traz um 36. Achei-a simpática, ao estilo do namorado que nos vê com celulite até aos pés e diz que estamos um arraso. Encaminha-me para o provador e diz que se ficar grande me traz o número abaixo. Soltei uma gargalhada e agradeci com o sorriso daquele avô que quase acredita que o neto vai ser astronauta e bombeiro quando for grande. "Claro que sim. Claro que vai ter de ir buscar o número abaixo..." E foi!
Penso que, mesmo sem ter visto nenhum artigo nem nada que sustentasse a minha teoria fortíssima, que se tenham revisto algumas medidas. Na cintura por exemplo, que é onde noto mais diferenças. E fico contente pra caraças se isto não forem só alucinações desta cabeça. 
O corpo perfeito não é o 86-60-86. O corpo perfeito é o que nos apetecer! 

Agora preciso de testemunhas que estejam a passar pelo mesmo que eu! Quem é que se chega à frente? Não notam diferença nenhuma nos últimos meses ou andam a dar do S ao L que nem doidas, como eu?

Eu sei que isto parece um post para encher chouriços mas não é. Eu tenho mesmo esta questão para resolver com o meu íntimo. Ok, não tão íntimo. Preciso é de tirar teimas. Já estraguei tudo com o íntimo. Já foi.

Um beijo,
MariaDaniela

6 comentários:

  1. Antes de mais, parabéns pelo blog, dá gosto passar por aqui todas as manhãs, especialmente no dia em que temos o luxo de trocar dois dedos de conversa com a taberneira de serviço :)

    Quanto ao post de hoje, é algo em que já reparei há quase um ano, e que para mim é um flagelo... tudo bem, muota gente fica contente por comprar um 34/S... eu deixei de adquirir partes de baixo em lojas fasta fashion há um ano, porque até o XS me cai! Não havendo €€€ para me dirigir a outras lojas, há que reusar e reusar calças e saias antigas, o que não tem assim tanta graça.
    Agora fora de brincadeiras, tudo bem, há mais escolha para os gordos, e os magros ficam sem opção, também não me parece justo... mas enfim...

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    1. Bom dia, Marta!! A taberneira esta semana vai estar por cá e já posso adivinhar que vem indignada com qualquer coisa! :P
      Quanto ao tema de hoje, eu sinceramente já calculava. Esta brincadeira de criarem tamanhos maiores dificulta a vida às raparigas mais magras! No entanto pode ser que se esteja a abrir espaço para uma maior democratização de tamanhos, que abranjam mais gente e que ninguém tenha de ficar de fora, nem as gorditas nem as magritas :)
      Vamos esperar para ver.Já pensaste mandar fazer roupa na costureira? Não sei se ficará tãão mais caro que comprar numa loja de fast fashion e tens uma peça que e só tua! Eu não sei, adorava aprender a costurar por esse mesmo motivo mas acho que acaba por me suicidar com a agulha sem querer! :P
      Beijinhos

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  2. Bem, parece que nos estamos a aproximar dos States. Quando estive lá não encontrei nada que me servisse, tudo ficava largo... e olha que eu cá visto um 36! Foi o terror, até porque havia lá coisas que queria comprar e que eram mesmo em conta, mas ficava-me tudo enorme.

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    1. É isto começa a ser um bocado confuso porque deixámos de saber que tamanhos vestimos. Antes fazíamos a conversão para os tamanhos de outros países e a coisa estava resolvida, agora nem cá dentro, nem lá fora. Que caraças!!

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  3. Acho que com o passar doa anos os números aqui para o meu lado também aparecem "encolhidos". Devemos estar como nos sentimos bem, não como a sociedade manda!

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