14 de outubro de 2016

Não são as peças, é o estilo.



Quando comecei este blog achei que até teria possibilidade de fotografar looks e inspirar alguém. Com o passar do tempo apercebi-me que para inspirar alguém teria de fazer algo de diferente. O facto é que não fazia. Nem faço.
Como podem ver acima, estes foram os outfits que usei esta semana. Nada de extraordinário. 
A minha busca pela minha identidade continua. Ou melhor, a forma de expressar a minha identidade através da roupa. Bem, nem sei. Mas do meu ponto de vista há 3 coisas que precisamos de saber antes de termos a certeza que estamos a expressar o nosso "eu" através dos trapinhos.



- Encontrar de facto a nossa identidade.
Não teremos de andar sempre bué da dreads ou de vestido às bolinhas, mas encontrar a nossa personalidade é essencial para a transmitirmos na forma como nos vestimos. A nossa roupa é capaz de dizer que somos seguras ou mais tímidas, mais atrevidas ou mais conservadoras. É verdadeiramente ela que fala antes de nós. 
Então, perceber aquilo que somos, aquilo que (não) queremos é a base, o primeiro pilar, para cimentarmos o nosso estilo.

- Comprar caro não é comprar bem.
Se queremos passar uma imagem de alguém sofisticado não precisamos de usar apenas peças que custam centenas de euros. Nada disso. Para além de sermos nós a fazer as peças (e não serem as peças a "cobrir-nos" meramente), existem opções elegantes para todos os gostos e carteiras. Já terão lido e ouvido que mesmo na Bershka e na Stradivarius se encontram peças de roupa com muito bom ar e que a par de outras igualmente baratas ou mais caras farão uma figuraça. Portanto não é a derreter o cartão de crédito que temos como segura a ideia de que estamos bem vestidas.

- Saber conjugar é tudo.
Por fim, tendo um guarda-roupa cheio de coisas lindas não significa grande coisa. Garanto-vos que é possível dar dois ou três tiros nos próprios pés e sair alegremente para a rua como se fossemos a Audrey Hepburn da nossa geração. Aprender a conjugar peças é a derradeira prova de bom gosto. E quando temos bom gosto e nos sabemos vestir até um hippie percebe que nós no nosso vestidinho de renda e saltos altos estamos bem, dentro do nosso estilo. Podemos inspirar-nos na rua, nos blogs, fazer workshops, as opções são muitas. O que importa é deixar que a nossa roupa fale por nós mas não diga muitas asneiras.


Eu também continuo na minha luta, minhas amigas. Não estão sós desse lado! :P 

Um beijo! Bom fim-de-semana!
MariaDaniela

7 comentários:

  1. Não gostei do primeiro. Parece que aquele cinto não favoreceu (mas também pode ser da fotografia)
    De resto gosto mudava só os ténis porque não acho que seja uma boa opção para ir trabalhar.

    Beijinho,
    Liliana

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  2. Bateste nos pontinhs todos! Ser sofisticada não implica nadinha comprares peças caras. Basta ires às lojas normais.
    Estás uma giraça em todos mas eu prefiro o último, sabe-se lá porquê!
    E esse cabelo? Fizeste tão bem em cortar! :D

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    1. Tenho bué da coisas pra aprender com a minha mega master do fashion-style-conjugating ahahah
      Não entendo naaaada que prefiras o look de hoje. Nadinha!
      O cabelo está óptimo! Boas decisões! :P

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  3. Não leves a mal o que te vou dizer, mas já reparei nisto antes. Aceito que tenhas mais ligações com umas pessoas do que com outras, mas fica-te um bocado mal responderes à Adriana e não responderes aos outros (ainda por cima quando tens tão poucos comentadores). Nem precisas de aceitar o comentário.

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    1. Não levo rigorosamente nada a mal. A questão de responder a um comentário não o torna, aos meus olhos, mais especial do que os outros a que não respondi.
      Aliás, se estivesse na blogosfera pelos likes, pelos muitos comentários e pelas parcerias com certeza que teria uma postura mais ativa. Gosto muito de todos os poucos comentários que chegam e por acaso até tinha algo a dizer à Liliana ali de cima e entretanto com o trabalho passou-se-me. Acontece. Até a Adriana já ficou sem resposta e eu já fiquei sem resposta no blog dela. Quando lhe comento os posts até costuma ser pra deixar um bocadinho de boa energia, nem preciso da resposta dela. Mas entendo a sua opinião perfeitamente. Acha que eu devia acarinhar mais os meus leitores e vou ter isso em conta. Agradeço-lhe que tenha partilhado a sua ideia. Um beijinho

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  4. nunca mais acredito naqueles posts em que dizes mal da tua vida... es tao elegante!

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    1. Carolina, já te vou conhecendo por dizeres sempre o que pensas no matter what, por isso este comentário deixou-me babada! Muito obrigada!! Mas há muuuito para maldizer da minha vida :P

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