9 de novembro de 2016

Tirem-me do volante que eu faço uma desgraça!!!



Quer-me parecer que o que vou dizer daqui para a frente não vai deixar ninguém surpreso.
Tenho zero paciência para trânsito. Pasmem-se! Nadinha, nicles. 
Aposto um presunto com quem quiser em como tenho uma trombose antes dos 30 e à pala do desconsolo desgraçado é conduzir em hora de ponta.
Se no outro dia disse que gostava de abolir o desgosto, hoje juro aqui a pés juntos que as pessoas que em Faro estão a dar passagem ao senhor Abílio que está a sair da garagem em Guimarães merecem ficar fechadas numa salinha escura com uma iguana e a música da Maria Leal sempre a dar-lhe.
Este vulto de peles e gorduras saturadas já planeia a vida ao centímetro para estar perto de tudo o que é preciso, para andar por aí a abanar as carnes rua acima, rua abaixo sem pensar em acabar com a própria vida com um garfo, mas mesmo assim não chega. 
Quando algum motivo malfadado me faz dar à chave já sei que está tudo estragado. Vão haver 3 asneiradas em cada 4 palavras, porque todos sabemos que "porra!" não ofende ninguém. Vão haver sinais de luzes e apitadelas longas e sem ritmo. É o Natal em movimento!
Tudo porque existem seres com capacidade para pôr um carro a trabalhar que se atiram para o meio da estrada e seja o que Deus quiser. E já nem me ralo com o pessoal que ignora o pisca. Fossem esses o meu maior mal e a minha esperança média de vida ultrapassava os 15 dias à vontade. Agora assim... Assim há risco de curto circuito a toda a hora! 
O que me causa arritmias várias e urticária em geral são aqueles gajos cuja mãe será com certeza boa pessoa mas que não valem a água que bebem. Sim, são esses mesmo, os gajos que acham que os 4 piscas e o carro atravessado numa rua de sentido único são uma coisa normal e é pra usufruir. Para que é que se paga impostos, não é verdade?
Só de escrever até me sobe um formigueiro.

Nos meus tempos de estudante para taberneira, toda a população rural da santa terrinha e arredores percorria Alentejo e Algarve pela estrada nacional. Minha santa e sábia mãe coloca a sua enrugada mão em meu ombro e sussurra (não sussurra coisa nenhuma que o bicho é de pequeno porte e quai que tem que gritar para o som chegar cá acima): "Tu vais pela autoestrada. Antes pagar portagens que antidepressivos". Quem tem uma destas não precisa de outra. A gaja sabe que eu sou menina pra me suicidar com um dedal, imaginem parada no trânsito. Era o Cirque du Soleil no habitáculo do meu bom velho Renault 5 GTL. Já não se fazem bombaços como antigamente... Nem homens. Agora é tudo calcinha justa e decotes até à virilha. Mas adiante.

Agora com estabelecimento aberto e uma tentativa (sempre falhada) de me parecer com um adulto, há compromissos que um gajo não pode falhar. Mas pode negociar!! Devem haver gajos na cena das ações e da bolsa a negociar mais mal do que eu a fazer crer à Ti Hermínia que às nove e um quarto da noite é que é uma hora boa pra ir buscar os tremoços e as alcagoitas. Uma pessoa que odeia trânsito desenvolve habilidades que não sabe que tem, tudo em prol da sua sobrevivência. Hora de ponta é como ser entregue aos bichos e só levar um frasco de açúcar.

Uma pessoa depois não os sabe contentar na estrada. Há os apressados (Maria Daniela, muito gosto.) que metem o veículo em qualquer buraquinho de agulha e os que estão parados no semáforo e assim que fica verde, os putos para avançarem em segurança ainda vão rever todo o código da estrada e deixar umas perguntas nos fóruns na internet. Só para ter a certeza que se é verde é pra seguir. Enquanto isso estou eu lá atrás a atribuir profissões à mãe, à prima e à tia do condutor prevenido. Quando lá avança, depara-se com uma rotunda, esse bicho de sete cabeças. Só a contorna quando não houver vivalma enquanto a vista alcança. Escusado será dizer que é este típico gajo que fora das localidades anda a 60 km/h não vá o diabo tecê-las.
Quantas vezes não desejei ir eu montada num burro! Umzinho só! Nem precisava de ser muito alto que me dá vertigens.
Façam aí uma petição para doar uma mulinha aqui à taberneira. Eu não peço mais, só uma bestinha mansa pra me levar a sítios. Nunca vos pedi nada...

A taberneira cá do sítio.

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