18 de novembro de 2016

Um txim txim aos amores leves!



Hoje este vosso bichinho arraçado vai meter-se por caminhos apertados. Vai atafulhar-se nesse pantanal que é o assunto do coração. 
Há-de ser complicado falar de uma coisa que não se tem mas estou em fraqueza, já me adormeceram as pontas dos dedos e apetece-me falar sobre isto. Ora sentem-se que as bicas e os pastéis de nata com 3 dias não tardam a ser servidos.


As gajas nascem logo a ser enganadas. Pensem lá bem…. Enfiam-nos filmes fofinhos pelas goelas abaixo ainda nós não sabemos balbuciar o nome do Glorioso, lavando e centrifugando a nossa linda mioleira a 90º para acreditar que um dia vai chegar aquele mocinho que preenche todos os vazios da nossa triste existência e pronto. Final da história. 
Porra, haviam de me ter avisado que antes do príncipe bem-parecido me teriam de passar pelos cascos vários espécimes de homem sempre com erros ortográficos no currículo. Poupavam-me nas expectativas que estão para cima de um balúrdio ao quilo! Já dizia a tia Ermelinda: Não cries expectativas, cria um porco que sempre dá entremeada.  
Só que como esta vida são mesmo 50 tons de cinza, há muita tralha para experimentar que foge do preto e do branco. Sem príncipe, mas com bons sapinhos reluzentes. Os tais amores leves. 
Portantos, olhem à vossa volta aqui no balcão, partilhem uns cajus com aquele moço tímido do canto mas que tem os dentes todos, vão à feira do gado e da vindima, mas conheçam alguém que seja capaz de inventar uns bons bocados com vocês. Mas só os bons! Para os maus estou cá eu e a vossa conta bancária. A antiguidade é um posto, está bom? Não me roubem o estatuto, faxavor. 
O príncipe algum dia há-de chegar, porra. Nem o Manel Palito aguentou foragido durante muito tempo! 
É preciso sair do vácuo, tirar essas barbatanas aqui do estabelecimento e ir viver um pedacinho o mundo lá fora. Eu uma vez experimentei e vai que gostei! Não precisei de promessas de anel no dedo já que tenho os pesunhos calejados e isto era preciso muita lixa pra fazer amaciar e fazer passar aqui a aliança. Não precisem também! Chegou aqui o novo Moisés mas em bom para vos mostrar o caminho! E o caminho é em direção à caixa registadora que me andam a deves bagacinhos há 3 semanas!
Fora alarvidades, não vão ficar com urticária e nem vão deixar de merecer o Céu (já deixaram, no dia em que pousaram os olhinhos naquilo que eu escrevo! ahahah) por se permitirem a ser felizes com alguém que sabem que não é o tal que vem montado no veículo branco de tração animal. Há tanta forma de felicidade que não cabem nos dedos das mãos. É assim, também não vos quero enganar. Podem andar a rebolar na palha com o gostosão da vila mas NADA se compara a uma sande de presunto e queijo ao fim de um dia de trabalho. Também vamos lá manter os pezinhos na terra.
Agora vão lá à vossa vida que daqui não levam mais nada.

A taberneira cá do sítio.

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