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9 de outubro de 2015

Mudanças!!

Estão para acontecer algumas (muitas!!) mudanças na minha vida, brevemente. Tudo coisinhas boas. 
Conhecem o simbolismo da seta? Significa que quanto mais somos "puxados" para trás, mais impulso levamos para a frente, no nosso caminho. Comigo, sempre tem funcionado assim: a queda e depois o salto.
Depois de ter afirmado que tinha deitado fora tudo o que era acessório, chegou a altura de mudar o que faltava. O que era um peso morto.

O quarto aqui no Alentejo será finalmente transformado, num futuro próximo.
Já comprei tintas e um novo cobertor para a cama (na hora de o pagar, cheguei a pensar que teria de ir num instantinho vender um rim, mas não foi preciso... por agora). Faltam umas novas cortinas e novos candeeiros. Vamos com calma.

Quantas cores serão? Duas? Três? Que verde será aquele? :)


Detalhe do cobertor. 


Quero que o quarto fique em tons neutros, calmos e quentes. Que reflita a minha personalidade, aquilo que sou e serei. Ansiosa pela transformação total!


Por outro lado, temos mais coisas a acontecer. E motivo para compras.
Prometi-vos compras este outono-inverno e tenho andado a conter-me, a poupar dinheiro e a preparar a lista de coisas que me fazem mais falta. As urgências. Acreditam que todas as minhas botas de cano alto estão uma lástima? São o primeiro item na minha wishlist  mas ainda não encontrei nenhumas de que gostasse e que custassem menos de 200€. Vou de coração aberto e expectante, pode ser que tenha sorte.
Também preciso de batons, camisolas, uns jeans novos (que não sei se virão já comigo). Veremos.
E veremos quando? Na próxima segunda-feira, o mais tardar na terça (que o tempo vai estar feio no fim de semana e não se sabe até quando dura, tenham atenção) vou ao Aqua Portimão e trago-vos novidades.
Não sei se chegarei a tempo de fotografar as comprinhas que fizer mas durante a semana haverá certamente oportunidade de vos mostrar tudo. Fiquem atentas!

(Quanto às seguintes novidades, saberão delas em tempo real, uma vez que neste momento não tenho informações para vos dar detalhes de nada. Lamento)

Um beijo,
MariaDaniela

17 de setembro de 2015

Ser capaz de mudar.

Não acredito que as pessoas mudem a sua essência. Quando lido com alguém mau como as cobras não mantenho a esperança que isso se altere. Não. Costumo pensar que as pessoas sofrem upgrades ou downgrades devido às suas vivências. Mudar, no verdadeiro sentido da palavra, não.

Começa a parecer que me estou a contradizer quando olhamos para o título, não é?
Depende.

Acredito que as pessoas mudem de vida, de visão, de bagagem. Tudo à nossa volta nos treina para sermos flexíveis e para estarmos sempre preparados. Mas...

Diz-se que o nosso corpo muda a cada 7 anos. Que os fios lisos de cabelo começam a encaracolar, que as ancas alargam, que os olhos clareiam. 7 anos é uma imensidão de tempo. Parece, não parece?
Muitas vezes prendemo-nos a coisas por bem mais que esse período mesmo percebendo que são tóxicas e só nos fazem mal.



Eu hoje encaro o meu ponto de viragem. Sinto que não me encaixo na vida que levei até há bem pouco tempo e hoje ainda não é tarde para mudar. Aliás, vou tão a tempo!

Falo-vos de futilidades (que refletem as "essencialidades"). Há pouco tempo doei cerca de metade do meu guarda-roupa. Umas peças pelas boas recordações outras por achar que um dia ia precisar, sufocavam tanto o armário como todo o quarto. Foi a primeira afirmação de "Vou livrar-me de todos os pesos desnecessários.".

Cheio de recordações e infantilidades, o próprio quarto. No próximo mês espero dar-lhe uma volta bem grande. Não podendo mudar a mobília, tudo o resto vai levar uma nova cara: a minha.
Quando puder mostro o agora x depois.

À amizade torturante que humilhava, usava e maltratava? Já foi! Mais de 3 anos de guerra não declarada finalmente terminou. Nunca pensei que uma ausência pudesse representar tão grande lufada de ar puro.



Morre também a MariaDaniela que se contentava com réstias de carinho e beijos atrás da porta. Agora sou de entregas por inteiro, de amor por inteiro. Traga isso o que trouxer.

Às vezes a nossa vida não avança porque temos demasiados pesos às costas. Temos de ter consciência que é preciso soltar amarras e agarrar uma vida mais saudável física e psicologicamente. Há dias, a Joana Carreira do Sketchbook Six publicou isto. Leiam, que está muito bom!

É essencial saber que temos de ser felizes todos os dias! E se for preciso correr atrás, calcem as vossas melhores sapatilhas!



Um beijo,
MariaDaniela

26 de agosto de 2015

Contem-me tudo!!

Não sei se sabem mas sou uma filha bem mandada. Um mimo de descendente que todo o pai ou mãe merece ter em casa.
Então, obediente e prestável que só eu, dispus-me a fazer um favor ao meu rico e adorado progenitor: Ir a Portimão buscar umas peças que a pick-up estava a precisar. Ir a Portimão resultou nisto:


Dentro deste saco está talvez a peça-chave dos meus outfits da próxima estação. 
Curiosas?

Eu tinha avisado que isto no verão ia andar meio mortinho mas ia ganhar vida nas estações frias. Sou miúda de meias estações. Divirto-me muito mais a produzir-me no inverno do que no verão.
Pois bem, estou certa que futuramente farei algumas compras (até porque o meu armário precisa muito de uma nova vida) e quero muito mostrar-vos tudo.

O que eu não sei é como preferem que vos mostre a minha tralha. Preferem um post com o acumulado de compras ou que vá criando outfits e vos indique quais as peças recém adquiridas? (ou ambos?)

Indiquem a vossa preferência no questionário à vossa direita, por favor.

É com uma mão cheia de amor que vos escrevo sempre que posso. 
E de cada vez que um post meu é partilhado por alguém no Google+ sinto que estou no caminho certo. Sinto que, mesmo caladinhas, passam por aqui e gostam do que vão encontrando. Isso, para mim, vale tudo!

Um beijo e Obrigada!!,

MariaDaniela

24 de agosto de 2015

O resumo da semana! #2

Uma semana agitada! Com visitas praticamente todos os dias, boa disposição, grelhados e gargalhadas.
Ao mesmo tempo a saúde a dar de si...
Vejamos.

 Segunda feira a começar cinzenta e se o verão se veste de outono, eu vou com a maré. Sóbria e discreta como o tempo quase o exige.



As sucessivas crises de asma resultaram numa inflamação pulmonar. A medicação felizmente tornou os dias suportáveis mas os efeitos secundários da cortisona não são fáceis.O cansaço, a barriga (ainda mais) inchada e as imensas dores musculares que surgiram depois quase me roubavam a boa disposição. Mas, curando a falta de ar, tudo o resto se aguentava com uma perna às costas.



Quando o sol finalmente predomina e afasta as nuvens, é altura de ir a correr buscar as peças de roupa mais leves que temos no armário (correndo o risco de, caso se desperdice uma oportunidade não exista mais nenhuma... com um verão destes nunca se sabe). Passando o dia por casa ou com pouco por fazer, a facilidade de vestir qualquer trapinho sabe deliciosamente.



A vida de campónia só se completa com outras vidas. Como estas: pequeninas e irrequietas. Os seus curiosos narizes e os seus pelinhos naturalmente penteados trazem uma magia infantil e tonta às coisas vulgares. É um entusiasmo vê-los crescer todos os dias. 



O fim de semana foi a altura ideal para dar uma volta ao quarto. Uma volta que há muito era necessária. Foi adiada vezes sem conta por achar que nunca tinha tempo. O que já não tinha mesmo era espaço. O cabide das carteiras estava em sofrimento com dezenas de "sanguessugas" pesadas e velhas a sufocá-lo. Estas que aqui vos mostro foram para o lixo mas outras tiveram melhor sorte.


As carteiras que tiveram melhor sorte, como vos dizia, serão encaminhadas para quem lhes dê amor e utilidade. É ritual todos os anos fazer uma recolha das minhas roupas em bom estado para doar. Tendemos a criar ligações emocionais com as peças e torna-se muito fácil ir acumulando mais e mais. Só que os sentimentos não estão no tecido. Liguei o meu lado racional e fui capaz de juntar tudo o que não uso para dar a alguém. Da minha parte foram dois sacos com capacidade para 50 litros. 
O meu armário agradeceu (acreditam que tinha roupas trazidas do Algarve ainda nas malas por falta de espaço?!) e eu já respiro de alívio. Adoro ter tudo organizadinho!


Agora tudo pronto para mais uma semaninha! Tudo limpo e arrumadinho e já com mil ideias para vos mostrar uns looks de transição! Sim, encontrei imensas camisolas e peças giras de que já não me lembrava! Acontece sempre, não é?
Um beijo,
MariaDaniela

11 de agosto de 2015

Sobre os últimos dias.

Estar longe da civilização aproxima-nos de outras coisas e de outros lugares. De outros pensamentos.
Estar no Alentejo significa-me uma falsa calma. A boa comida e a brisa fresca criam um ambiente leve, como um refúgio. Mas ninguém se pode refugiar para sempre. 

Um grande amigo costuma dizer-me que eu sou o 1%. A miúda de olhos castanhos cujos ascendentes de olhos verdes traíram. Todos menos o avô materno que nunca conheceu. Talvez seja destino. Adiante.

Sou o 1% porque me recuso a ser peixe que vai com a maré. Sou o 1% porque as minhas conquistas são enormes, deliciosas!



Sou 1% porque sei que vou conquistar o meu lugar. Tenho força mais que necessária para isso. Só não posso estar refugiada. Tudo se há-de compor.



Bem, houve MeoSudoeste, muita música e óptimas pessoas (Ana Rita e Carlos Eduardo, se me estão a ler avisem!!!) que seria um gosto conhecer melhor! É sempre assim. Fica sempre um sabor bom.
Fica sempre o rasto das vozes e das gargalhadas de quem cá passou.



As vilas ficam agora mais sossegadas. Agora o turismo é outro. Mais adulto, mais sereno, de classes mais altas. São igualmente bem vindos. 

Temos tudo para oferecer. Somos tão dados. Quem vem costuma voltar. Traçam-se amizades e trocam-se experiências.
Voltem sempre! Há um punhado de areia e um pouco de mar para cada um. Há peixe, marisco e um teto.

Vila Nova de Milfontes vista da Praia das Furnas.

Novidades para breve! 

Um beijo,
MariaDaniela 

26 de julho de 2015

Sabes que nem tudo corre mal quando ...

A vista da tua varanda é esta.


No meu último regresso a casa, um dia na sala com a minha mãe, ela pergunta-me:
- Por que é que mesmo depois de já teres ido embora durante anos, depois de já teres levado cá tanta pancada, com todas as tuas alergias, continuas a gostar de viver aqui?


A minha resposta é e há-de ser sempre este pôr-do-sol. Esta luz fantástica que nos entra casa adentro no verão. Compensa tudo.

Um beijo,
MariaDaniela

24 de julho de 2015

O resumo da semana!

Há dias em que não devíamos sair da cama. E há dias que deviam durar meses. 




Esta semana FINALMENTE recebi o meu querido e muy desejado reembolso do IRS.    €€€

MAS...

No mesmo dia em que o dinheiro entra na conta, chega-me uma multa por excesso de velocidade!!! 



...

Quando o nevoeiro dá tréguas lá me consigo ir por a tostar! Qual é a novidade? As bolas de berlim chegaram à praia mais pequenina e pacata do SW Alentejano!! 

PORÉM... 

Esta vossa amiga na mesma semana decidiu que ia focar-se para perder dois quilinhos! 


...

Depois aconteceram peripécias como um turista astuto e inteligente ter bloqueado uma saída da praia com o carro e eu só ter percebido isso quando lá cheguei. O resultado foi um percurso em marcha atrás que podia ter acabado em calamidade, dado o meu conforto a conduzir esta nave que é agora minha!

Mas pronto, ser uma gaja desempregada no verão tem as suas coisas boas... Como esta:

Já vos mostrei o meu necessaire melancia? É adorável!


 
Uma pequena ponte para atravessar uma ainda mais pequena ribeira. Adoro!


É esta a praia da minha terra. Um cantinho meio perdido mas muito perfeitinho.

Bom fim-de-semana!!!

Um beijo,
MariaDaniela

12 de julho de 2015

Detalhes do quarto

Desde os 18 anos que vivo fora de casa dos meus pais. Volto em férias ou por falta de trabalho mas felizmente nunca são períodos longos. Então, o quarto desta casa nem é bem o meu primeiro quarto mas é aquele que tem tudo.

Fiz questão de o manter com o espírito de criança/adolescente porque me traz memórias incríveis e, uma vez que não é o meu cantinho de todos os dias, não me parece que faça mal.

As paredes são brancas à exceção de uma laranja bem vibrante. Adoro e, mesmo com as investidas poderosíssimas da Sr.ª minha mãe, é para manter!




Assim que meti os pés na adolescência, precisei de um cabide para as minhas carteiras. (Nota-se o caos?!) Abri o site da Vertbaudet e adorei este, bem infantil e mimoso, ainda hoje sou doida por ele! ahah



Neste quarto, nesta casa e nesta família não faltam ligações ao mar. Existem conchas e búzios colados na parede e espalhados pelos espaços. 




Existem até conchas a segurar livros na estante! Não é doença, eu juro! É só amor!! ahah
Depois não faltam outros elementos naturais para tornar o ambiente mais acolhedor e fresco. As plantas, naturais ou artificiais, dão um ar muito mais clean a qualquer divisão.




Existem ainda presentes com muito significado a decorar as diversas áreas. Tenho uma pintura que uma amiga fez aos 15 anos com aquilo que ela considerava que me retratava na altura. Não tem preço.



Há sempre um toque de infantilidade neste quarto. Muitas vezes através de pequenos brinquedos cuja estima é enorme e não merecem mesmo ficar guardados no baú.



Por fim, uma junção de imagens que pouca gente entende mas que eu adoro. Estes postais apareceram em minha casa (na faculdade) por acaso e achei que, juntos, transmitiam mais do que separados.


Acho que criam uma dicotomia engraçada (e é giríssimo que se complementem!) que pode ter a ver com "o que pensamos X o que dizemos", por exemplo. Não sei se entendem mas colei isto na parede e não estou disposta a tirar!! :)

E pronto, ficam aqui alguns fragmentos do meu quartinho no Alentejo. Pode parecer muito infantil e de criança mas o meu plano para ele no futuro passa muito por aí. :)

Um beijo,
MariaDaniela

15 de junho de 2015

Ser solteiro: O Drama Social!

Aviso à tripulação: não esperem um texto estruturado e coerente, estou mesmo numa de desabafar.

Antes de mais um pedido de desculpas às pessoas que por aqui têm passado e não têm encontrado novidades. A verdade é que muitas vezes só apetece desmaiar assim que chegamos a casa depois do trabalho. Tenho aproveitado para isso mesmo... 

Bem, falando do assunto do título. Ser solteiro por mais do que um ou dois meses parece crime.
Se não enchemos as redes sociais com a nossa emocionante vida amorosa somos mais um menos um "ser inferior". 

Os nossos amigos começam a ter pena de nós e usam frases que misturam misercórdia e fatalidade. 
"Ser solteira não tem mal nenhum. Há mulheres que nasceram para ser independentes e ter uma vida inteira na companhia delas próprias."
"Tens uma personalidade forte e talvez isso afaste os homens."

Quem disse que por se estar solteiro é porque não há ninguém que se interesse por nós? Quem disse que por estar descomprometida aos 23 anos vou morrer sozinha?

Estar solteiro é ter respeito pela individualidade. É ter alguém interessado em nós mas se já vimos que não se dá o "click" não o vamos forçar! As relações que servem somente para abafar a solidão são destrutivas. As pessoas acostumam-se umas às outras e vivem naquela conveniência que se começa a tornar degradante bem depois do semi-entusiasmo inicial...

Eu não quero isso para mim. Só tive um namorado na vida. Durou o que teve de durar e ensinou o que eu precisava de aprender. Não preciso de um substituto para ele. Tenho-lhe muito respeito e a mim ainda mais. Hoje, as minhas poucas relações são mais desprendidas, sabendo que nunca poderão influenciar a minha vida nómada. Tenho conhecido pessoas extraordinárias. A vida tem sido boa comigo.

É claro que também me dá a vontade de dormir em conchinha. De atafulhar o nariz na camisola de alguém enquanto se vê um filme. De ter alguém a corrigir-me o tempero da comida. 

Não tenciono ficar sozinha para sempre. Quero muito ser mãe e ter ao meu lado um papá exemplar.
Sei que isso vai acontecer.

Só não quero que me julguem, que me dêm pancadinhas nos ombros! Eu não vivo num mundo de fantasia em que para tudo estar bem é preciso ter namorado. A minha realidade é demasiado objetiva para brincar com essas emoções. 

Estar solteiro não é doença... É amar-se a si próprio acima de qualquer pressão, é ter respeito pelos seus sentimentos, pelo seu "eu". 


Uma fotozinha mais "pessoal" que eu sei que pelo menos quem me encontra através do Google+ gosta deste tipo de coisas. :) 

Um beijo,
MariaDaniela

25 de maio de 2015

A Maria Daniela em números!

Passou um mês desde que armei a tenda!

A Maria Daniela em números.

Posts: 28
Visualizações do blog: 2790
Comentários do blog: 80 (fora os cerca de 20 que apaguei por acidente...)
Post mais visto: Comprar na feira: O Drama!
Post mais comentado: Os trapinhos de hoje #3

Visualizações no Google+: 48.000
Seguidores no Google+: 12 


Bem, só vos posso agradecer! Os números parecem pequeninos mas para mim são fantásticos!
Pensei que ao fim de um mês teria, sei lá, 100 visualizações. Obrigada por passarem por cá, por comentarem, por voltarem no dia seguinte e no outro!
Assim vale a pena!



Um beijo,
MariaDaniela

21 de maio de 2015

Maria Daniela, a Campónia. (Sorte ou Azar?)

Não sei até que ponto é que vocês têm interesse em conhecer-me a este nível mas vou arriscar.
Sem começar com o "Era uma vez" e tentando evitar clichés, penso que quem me tem vindo a acompanhar já percebeu que eu sou alentejana.

Como nós costumamos dizer: Alentejana MAS do Litoral! Bem a sudoeste, aproveito para fazer publicidade a uma zona fantástica que preserva muito a sua identidade, os seus valores, aquilo que é. (Coisa que infelizmente já não se pode dizer do meu querido e amado Algarve.)
Tive o privilégio de nascer e crescer perto de praias fantásticas, de águas geladas de fazer doer os ossos, de pessoas fantásticas que até partilhariam a alma se pudessem, e do campo.


Aprendi que o leite vem da vaca (e não do pacote) mesmo antes de aprender a falar. Distingo raças de patos e sei qual a melhor altura do ano para se semear alhos. Ando de galochas sempre que for necessário, carrego baldes de água para dar de beber aos animais mas ainda tenho receio de galinhas.


Cresci rodeada de tanta coisa boa. Sou alérgica a quase tudo mas nada me tira do campo.
Às vezes acho que Deus (ou algo semelhante, se existir) demorou mais tempo comigo. Deu-me umas coxas grandes mas abençoou-me com esta vida.
Não sou melhor que ninguém mas encho o peito para dizer que tive uma educação (em casa) fenomenal. Desde pequena com liberdade para fazer, para errar, para controlar o meu próprio percurso escolar, para sair, para comprar. Lá em casa sempre houve orientação mas nunca autoridade. Lá em casa sempre estivemos os três em pé de igualdade. Eu, como filha, com os mesmos direitos e deveres que os meus pais. O respeito que lhes tenho é difícil de expressar. É imenso.
São pessoas modestas. Não têm melhor educação os filhos dos médicos e dos arquitetos. De todo!
Jurei que lhe desamparava a loja assim que pudesse. Quero-os felizes e com direito ao seu merecido descanso. Sem encargos. Vim para o Algarve mas o coração e a pronúncia é de lá.


Ser campónio e viver na cidade é ser mais completo. É conhecer dois mundos. Que sorte!
Vivo em cidades há 5 anos mas não deixo que me mudem, que me tornem citadina (no conceito romântico da palavra). Aproveito o que de melhor se tem aqui, sem dúvida a acessibilidade e a diversidade. Confesso que já se torna difícil imaginar-me a viver fora de um meio urbano. Mas a minha sanidade mental só recupera no campo. Nos pássaros a cantar à janela, nos vizinhos a trazer morangos, tomates ou limões das suas hortas, no palpar, na roupa suja de pó, no silêncio.
Ainda vivia há meses em Faro (para estudar, do alto dos meus 18 anos) e já escrevia:

«(...) Porque aqui ninguém tem nada, nem um refúgio onde a alma repouse calada. (...)»

A opinião mudou um bocadinho. Aqui as pessoas têm muito. Mas há algo de muito precioso que lhes falta naquilo que os rodeia: o conceito de genuino, de virgem, de despretensioso.

Amo muito aquilo que tenho e que contruí.
Se não tivermos orgulho naquilo que somos, pouco mais nos restará :)

Um beijo,
MariaDaniela