21 de julho de 2015

O melhor amigo das maminhas pequenas!

Não, com imensa pena minha, este post não é patrocinado, pago ou escrito em parceria.

De há uns tempos para cá, passei a dar mais importância à roupa interior. Acho que sempre gostei mas só ultimamente comecei a criar uma gavetinha mais composta.

Já usei soutiens de imensas marcas, como vocês certamente, e se há coisa que me irrita, tal como em tudo o resto, é ver-me a perder tempo a escolher e a comprar algo que se estraga pouco tempo depois.
Era ter aros a espetarem-me toda, quais Judas, era vê-los a perder a cor, a forma e a elasticidade. Isto chateia-me mais do que aqueles gajos que andam a 20km/h nas localidades só para prevenir. 

Então, na mesma altura em que comecei a apaixonar-me por rendas e peças mais delicadas dei por mim sempre enfiada na Intimissimi. Para além de ter colaboradoras fantásticas que nos ajudam a descobrir o tamanho perfeito para nós (é a minha luta, esqueço-me sempre!!!) com a maior simpatia, o leque de produtos é de babar. Coleção atrás de coleção.

Um modelo que me fez imensa confusão quando o vi pela primeira vez foi o Gioia. Quando alguém mo sugeriu ri-me e disse logo "Para que raio serve um soutien que é espalmado?!". Fui a resmungar para o provador com um na mão e só depois se fez luz (não literalmente)!
Passo então a explicar.


Estes são soutiens super push-up sem aros. Ideais para peitos que necessitem de pouco suporte. 
São extrema e estrategicamente almofadados, com alças reguláveis e um lacinho ao centro do peito. O seu modelo enaltece o decote e cria a ilusão de um peito maior e mais firme.
Por não ter aros, cria uma sensação de conforto fantástica sem renunciar a um peito levantado e bonito.
Enfiei-me no provador com este rosa pastel e saí de lá agarrada a ele como uma mãe que reencontra um filho ao fim de 20 anos (bom... vamos controlar os exageros.). Nunca me tinha visto assim. Vesti a minha camisola por cima para ver o efeito na prática e fiquei mesmo deslumbrada.


Passado algum tempo quis o vermelho. Gosto de ver peles claras com lingerie desta cor e não tinha por onde errar. Nas alturas chatas (e nas boas também) gosto de me mimar e este tipo de produtos está sempre nos lugares cimeiros da lista. 
A qualidade destes meninos é espetacular. Destes e dos restantes de outros modelos. O meu primeiro Intimissimi foi comprado há mais de 5 anos e só agora começa a pedir a reforma. É incrível!! 

Conseguem ver como é achatado?

Estes Gioia são rendados e estão disponíveis em imensas cores (podem vê-los aqui) e algumas delas estão em saldo! São os meus soutiens preferidos de sempre e por isso trato-os com muito carinho, especialmente na lavagem e secagem.
O conforto deles é um dos seus grandes atributos. Confesso que já dormi com eles (embora não devesse) e não houve nenhum momento em que me aleijassem ou me sentisse apertada. 


Como podem ver são muito maleáveis mas não perdem a forma com o uso ou com as lavagens. No entanto é sempre preferível, tanto neste como em todos os soutiens, que não seja guardado dobrado ou apertado de qualquer forma, para que se mantenha fiel ao seu propósito.
São o meu modelo preferido e se preciso de um extra de confiança na minha imagem é a eles que recorro, sem pensar! 
Se ainda não estão convencidas passem numa loja e experimentem! Façam-lhes cara feia mas experimentem e perceberão do que vos falo. São os melhores amigos das meninas com peito pequeno! (sim, esqueçam lá os diamantes!)
O preço normal deles é de 29,90€ nas lojas físicas e online.

Um beijo,
MariaDaniela

17 de julho de 2015

Flash Outfit #2

Esta miúda é viciada em tons terra. Em qualquer estação. Não há nada a fazer.


 









Jeans: Salsa
Blusa: Intimissimi
Top básico: Primark
Cinto: C&A (?)
Sandálias: Guimarães
Carteira: MISAKO
Colar: Artesanato local

Um beijo,
MariaDaniela

12 de julho de 2015

Detalhes do quarto

Desde os 18 anos que vivo fora de casa dos meus pais. Volto em férias ou por falta de trabalho mas felizmente nunca são períodos longos. Então, o quarto desta casa nem é bem o meu primeiro quarto mas é aquele que tem tudo.

Fiz questão de o manter com o espírito de criança/adolescente porque me traz memórias incríveis e, uma vez que não é o meu cantinho de todos os dias, não me parece que faça mal.

As paredes são brancas à exceção de uma laranja bem vibrante. Adoro e, mesmo com as investidas poderosíssimas da Sr.ª minha mãe, é para manter!




Assim que meti os pés na adolescência, precisei de um cabide para as minhas carteiras. (Nota-se o caos?!) Abri o site da Vertbaudet e adorei este, bem infantil e mimoso, ainda hoje sou doida por ele! ahah



Neste quarto, nesta casa e nesta família não faltam ligações ao mar. Existem conchas e búzios colados na parede e espalhados pelos espaços. 




Existem até conchas a segurar livros na estante! Não é doença, eu juro! É só amor!! ahah
Depois não faltam outros elementos naturais para tornar o ambiente mais acolhedor e fresco. As plantas, naturais ou artificiais, dão um ar muito mais clean a qualquer divisão.




Existem ainda presentes com muito significado a decorar as diversas áreas. Tenho uma pintura que uma amiga fez aos 15 anos com aquilo que ela considerava que me retratava na altura. Não tem preço.



Há sempre um toque de infantilidade neste quarto. Muitas vezes através de pequenos brinquedos cuja estima é enorme e não merecem mesmo ficar guardados no baú.



Por fim, uma junção de imagens que pouca gente entende mas que eu adoro. Estes postais apareceram em minha casa (na faculdade) por acaso e achei que, juntos, transmitiam mais do que separados.


Acho que criam uma dicotomia engraçada (e é giríssimo que se complementem!) que pode ter a ver com "o que pensamos X o que dizemos", por exemplo. Não sei se entendem mas colei isto na parede e não estou disposta a tirar!! :)

E pronto, ficam aqui alguns fragmentos do meu quartinho no Alentejo. Pode parecer muito infantil e de criança mas o meu plano para ele no futuro passa muito por aí. :)

Um beijo,
MariaDaniela

6 de julho de 2015

A sensação de perder.

Desculpem-me a falta de posts mais giros, a vidita da miúda está em fase de mudança e isso influencia tudo... essencialmente o humor.

Adiante...

Sempre fui uma gaja que consegue o que quer. Não daquelas mimadas que antes de pedirem os pais já estão a oferecer. Não. Uma daquelas gajas que patina patina mas chega lá.
Sempre assim foi. Conquisto tudo aquilo que quero mas com esforço. Assim até sabe melhor no fim...

Há algum tempo, um amigo explicou a sua teoria do pensamento positivo e de como isso atrai o que desejamos. Gostei da ideia e tentei trazer essa energia para casa. O que tinha a perder? Estava sem emprego, poucas perspetivas, solteira... 
Em poucos dias arranjei um estágio fenomenal e comecei a enrolar-me com o gajo mais giro que já vi na vida! Se teve alguma coisa a ver com o pensamento positivo? Não sei, mas calhou mesmo bem!

Agora chega a fase do reverso. Chegou o final do estágio e a incerteza toda de uma vez.
Lido muito mal com a incerteza. Odeio tudo aquilo que não consigo controlar.
Agora tem sido mais difícil ir buscar a energia do "quero, posso e tenho". Sei que tenho um currículo atraente e que as entrevistas me correm bem. Mas não quero ir.
Como se explica isso ao cérebro? Onde vamos buscar racionalidade para entender que a vida nos está a afastar de alguém que passou a ser a nossa casa?

É uma sensação mesmo filhadaputa quando tens de abandonar algo a que já pertences. Só quando desidratares de tanto chorar é que te voltas a pôr de pé cheia de energias positivas.

Nunca tinha passado por este sentimento de pertença. A casa dos pais não conta.
Dos outros sítios onde vivi e trabalhei, saí com gosto. Aqui, levo o amor de todos os colegas mas vou mais sozinha do que nunca. Sinto que deixo cá tudo. Essencialmente a melhor influência que já tive. 
Sempre bem, sempre meigo, sempre a mandar-me ir correr. E nunca sequer foi meu... 

Isto não sou eu. Estão a ler uma Daniela desolada e desorientada. Felizmente isto dura pouco. Entre 15 minutos a dois dias! ahah 
Mas enfim, acho que tudo isto me faz perceber o que muita gente sente e já sentiu. 
Por ter caído poucas vezes "da cadeira" nunca entendi por que raio as pessoas se deixavam afectar tanto com coisas que me pareciam pouco significantes.
Cá estou eu, cheia de sentimentos e coisas estranhas a acontecer ao mesmo tempo, e a perceber perfeitamente o que é perder sem ter culpa, o que é ter de sair quando tudo grita "fica!".

Certamente que também já passaram por algo do género. Ver a vida a afastar-vos daquilo que tanto queriam. Partilhem, se quiserem, as vossas histórias que eu vou adorar ler.

Escrever isto foi mais terapêutico do que eu estava à espera :)


Um beijo,
MariaDaniela

25 de junho de 2015

A Necessidade de Mentir.

(Não, não vem aí um texto cheio de revolta.)

Mentir é necessário. Facto. Mentimos à amiga que parece uma rotunda naquele vestido, mentimos à mãe quando o namorado nos deu com os pés e nós insistimos em dizer que estamos frescas e fofas, mentimos ao professor quando dizemos que o avô deslocou a anca e por isso não fizemos o trabalho de casa.
Podemos discutir sobre quais as aceitáveis e quais as que não o são. Isso fica ao critério de cada um (podem partilhar a vossa opinião a este respeito!) e é tão subjetivo quanto o conceito de bom e mau.

Eu sou óptima a mentir. Admito. Aprendi a mentir na escola para me safar de recados na caderneta e passei a usar a minha habilidade para imensa coisa. Cresci e passei a mentir em apenas duas situações:
- Situações embaraçosas que me obrigam a criar a mentira imediatamente (O que fazes aqui com o meu irmão?);
- Quando me perguntam algo e eu não quero contar (mas a pessoa insiste).

Mentira. Também minto nas entrevistas de emprego. "Qual o seu maior defeito?"... Bolas!
"Sou muito perfecionista." "Às vezes sou demasiado persistente." Ahahah
Treta! Sou uma grande preguiçosa! Mas por ser preguiçosa, sou óptima a criar atalhos nos processos e a arranjar formas de desenvolver trabalho muito mais rapidamente. Se o empregador acreditava nisto se eu lhe dissesse? Claro que não! Então, sou "demasiado persistente"! Ahahah

Agora do outro lado. Já me mentiram muito. Tanto quanto a vocês. Já conheci príncipes e princesas que tinham um reinado infinito. Na verdade viviam num T1 com mais 3 pessoas.
As maiores mentiras que já ouvi foram sempre na tentativa de aumentar o património. E eu que me interesso tanto pelo que os outros têm... (irony all over the place)
A melhor mentira que já ouvi veio de um rapaz que disse ter 6 meses de vida devido a um problema no coração. Tocou no meu e lá me sacou. Continua vivinho, já passaram 5 anos.

Por ser boa mentirosa tenho algum (mentira, muito!) jeito para apanhar as mentiras dos outros. Não me perguntem como. É uma questão de contexto e detalhes.
A verdade é que mentir é tão banal que eu até já peso as mentiras nos dois pratos da balança.

Se o gajo disse que andava de BMW e anda de Fiat Punto (nada contra!) eu vejo de duas formas nada compatíveis:
- Este gajo está a tentar impressionar-me, a tentar captar a minha atenção e interesse.
- Este otário deve achar que se contasse a verdade eu não lhe continuava a falar. Deve achar que me interessa o que ele tem!

Às vezes é escolher uma das formas e levá-la para as futuras mentiras. Outras vezes é sorrir e acenar...

Há as mentiras cruéis, as piedosas, as de engante, enfim. Os estudos dizem que mentimos muito. Acredito.
As mentiras são das coisas mais difíceis de perdoar (e posteriormente esquecer). Uma mentira pode começar uma relação e também pode terminá-la. A descoberta de uma mentira pode doer mais do que uma coça daquela gaja culturista lá do ginásio.

O que é que falta, quando mentimos? Sensibilidade.
Saber reconhecer o impacto das palavras e quão devastadora pode ser a revelação da verdade.

Enfim. Encham o bolso de honestidade e saiam à rua. Mas continuem a dizer àquela rapariga tímida e sem confiança nenhuma que ela está giríssima hoje. Pode não ser verdade hoje, mas poderá sê-lo amanhã! :)



Um beijo,
MariaDaniela

21 de junho de 2015

The best place to live... if you're immortal!!

Há coisas que me deixam doente! A falta de decoro desta gente já ultrapassa os limites todos...
Como é que é possível que numa cidade não exista UMA farmácia aberta ao domingo?!?!

Ah... Comprar um medicamento... Esse pequeno luxo!!
Quer tentar não falecer ao domingo? É melhor esperar até segunda ou corra para a cidade mais próxima...

Como se não bastasse, a zona mais movimentada está sem semáforos! Mas está tudo doido?
Antes de sair de casa é gritar YOLO!!! e esperar pelo melhor!
Óptimo para quem conduz uma nave espacial como eu! Pancada à frente, pancada atrás e chego ao destino sentada em qualquer coisa parecida com um Smart...

A sério, esta gente já nem tenta... A falta de esforço para ter uma cidade (daquelas pouco turísticas do Algarve) a funcionar é tão evidente quanto chocante.

Estou possessa!!! Mas já passa!


MariaDaniela