Por vezes dou por mim a ler artigos
relacionados com moda e tendências e apercebo-me que existe
praticamente uma linguagem própria com imensos termos e expressões
específicas do ramo e que o comum mortal desconhece. É preciso
algum empenho e estudar para ficar confortável com os nomes dos
padrões, dos tecidos, da conjugação de peças, do tipo de peças
que adquirimos, do tipo de fabrico... Enfim, é todo um processo.
Hoje venho falar-vos de dois desses
termos meio estranhos e que estão em todo o lado, mais do que nunca.
São eles o conceito de Fast Fashion e de Slow Fashion.
Fast Fashion
Basicamente, refere-se à produção
imediata e contínua das últimas tendências no mercado da moda a
preços acessíveis.
Este movimento tem origem europeia e
permite que os consumidores tenham acesso a produtos inspirados em
coleções de marcas de luxo de forma rápida e pouco dispendiosa.
Em Portugal, temos uma muito
diversificada gama de lojas de Fast Fashion: Bershka, Mango, H&M,
C&A, Benetton, Stradivarius, Pull and Bear…
Porém, ao mesmo tempo que se estimula
o largo e contínuo consumo levantam-se questões como a realidade da
exploração laboral em países como o Cambodja, Bangladesh e outros
países do sudeste asiático.
A Zara é a principal referência
quando se fala em Fast Fashion e segundo especialistas, esta empresa
espanhola mudou a forma como marcas de luxo atuam no mercado (falamos
da Gucci, Burberry ou Louis Vuitton) passando a ter novos produtos
com mais frequência.
Este modelo de mercado cria um vínculo
entre a marca e o consumidor na medida em que o cliente mantém
interesse na procura de novos produtos, nas visitas frequentes às
lojas e a querer estar sempre informado acerca das possíveis
novidades.
Slow Fashion
Trata-se do extremo oposto de Fast
Fashion. Este modelo defende a criação de peças de qualidade
inquestionável, intemporais, duráveis e em pequena escala, em
locais mais parecidos a ateliês do que a indústrias.
São utilizados tecidos nobres,
naturais e, se possível, ecológicos nos lançamentos pontuais de
coleções. Há sempre uma sensação de exclusividade.
Há uma relação de confiança entre
criadores e consumidores que só é possível em produções de
pequena escala. Essas produções tentam muitas vezes utilizar
recursos e materiais locais, apoiando a exploração e
desenvolvimento da região.
As suas filosofias passam pela
manutenção das nossas roupas e não na compra compulsiva. É
incentivada a forma de pensar , agir e consumir em torno de “qualidade
sobre quantidade” ou “less is more”, desprezando o conceito de
“tendência” e enaltecendo sempre as peças clássicas.
Este modelo mantém vivos os métodos
tradicionais de trabalhar os tecidos assim como toda a história por
detrás de uma peça que roupa, que lhe dá significado.
Do meu ponto de vista, acredito que o equilíbrio se encontra entre os dois conceitos. É obviamente necessário o mundo do fast fashion que nos permite o acesso a peças tendência com preços muito convidativos. No entanto, quem não gosta de ter peças de qualidade inegável (talvez até feitas por medida) que gritam exclusividade?
Ter um closet em que ambos os modelos coabitam harmiosamente parece-me perfeito. Todas as bloggers de moda, it girls e entendidas na matéria incentivam à compra de boas peças básicas e clássicas, enquanto que a aquisição de peças em voga durante uma só estação deve envolver um menor custo/esforço.
Partilhem as vossas opiniões :)
todas as imagens através de google.pt
Ter um closet em que ambos os modelos coabitam harmiosamente parece-me perfeito. Todas as bloggers de moda, it girls e entendidas na matéria incentivam à compra de boas peças básicas e clássicas, enquanto que a aquisição de peças em voga durante uma só estação deve envolver um menor custo/esforço.
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Um beijo,
MariaDaniela













