19 de novembro de 2015

O meu cabelo é liso e fino. E agora? #4 - Hidratação

Ter um cabelo fino normalmente envolve oleosidade. No entanto, ter as raízes oleosas não impede que as pontas espiguem e sequem. Infelizmente.
Acho que devemos ser sempre optimistas e ver o lado bom das coisas. Se o nosso cabelo não é seco (tipo palha d'aço) devemos apostar em tê-lo sempre brilhante e com as pontas impecáveis, já que volume e definição não é a nossa cena.

Tenho a sorte de ter um cabelo que cresce muito (Dizem que tem que ver com a alimentação. Claro! Aqui só se comem vegetais e peixinho grelhado! *cof cof cof*) e que é muito leve.
Gosto do cabelo que tenho e por isso tento tratá-lo bem. Mas para mim "bem" não significa afogá-lo em produtos. Ora atentem.

A altura em que o nosso cabelo mais sofre é no verão. Aclara e seca. Nesta estação do ano é importante fazer máscaras de hidratação. 
Podem comprar as vossas máscaras preferidas em hipermercados ou parafarmácias e simplesmente aplicá-las. Se sentirem que é necessário podem intensificar o seu poder de nutrição adicionando uma colher de azeite ao produto que vão usar ou outros produtos de reparação como as ampolas de que já todas ouviram falar, da Pantene. 
A regularidade deste ritual deve basear-se no estado do vosso cabelo. Eu nas estações quentes fazia de duas em duas semanas, mas é convosco.

Também tenho sempre o cuidado de quando estou exposta ao sol (praia!) fazer um daqueles coques improvisados de forma a encobrir as pontas junto ao elástico e assim haver uma menor afectação solar. Acreditem que ajuda.

Por fim, talvez a questão mais polémica. Eu lavo o cabelo todos os dias. Nunca usei champô seco (mas quero experimentar) porque gosto muito de ter o cabelo brilhante e leve, sem artifícios. 
Lavar o cabelo com esta regularidade não tem consequências negativas porque eu não uso champôs de tratamento. Lavar os fios diariamente só com produtos de uso regular. Palavra do meu dermatologista querido. 
Desta forma, com champô para dar brilho ou volume e condicionador para hidratar, o meu cabelo aguenta largos meses (mesmo atravessando o verão) sem precisar da tesoura assassina. Mas eu não tenho medo dela, como podem ver aqui.
Atenção, que não estou de maneira nenhuma a tentar incentivar-vos a lavar os vossos cabelinhos todos os dias. Ajam de acordo com as vossas necessidades. Somos todas diferentes.

Agora, uma coisa que tento dispensar ao máximo: químicos e mais químicos!
Não uso óleos nem cremes para desembaraçar (trato disso no banho com o condicionador), para dar brilho, para dar suavidade, para cheirar bem, para cantar o hino. Nada disso.
Tenho um óleo, que gosto de ir mudando, para proteger do calor quando uso secador e escova circular. Como isto acontece pontualmente, estes produtos duram muito e não me encharcam os fios de fórmulas manhosas. 

E é isso. Mantenho esta postura ao evitar muitos produtos capilares e tento protegê-lo naturalmente. A última vez que o cortei foi em Abril, pela altura dos meus anos, e até agora continua muito bonitinho, com as pontas suaves e nadinha espigadas.
Em poucas palavras, acho que o meu "segredo" é não complicar!



Contem-me as vossas histórias e os vossos dilemas capilares, que estão fartas de ouvir dalar dos meus!

Um beijo,
MariaDaniela

18 de novembro de 2015

É útil, fofinho e solidário!


Aqui me confesso. Cada vez que ouço alguém dizer que saíu um novo livro fantástico de receitas sobe-me a febre e digo para mim em nervos: É desta que eu vou comprar um bom livro e me vou tornar a masterchef mais malina de sempre!!
Nunca acontece. Isso e não engordar 3 kg no Natal. Promessas.
Agora este livro precisava mesmo de ter. Por estar a ajudar assim que ele apitasse na caixa do hipermercado. Custa 2€ e metade do valor reverte para projetos de promoção da saúde materno-infantil nos centros de saúde.
Ainda não recriei nenhuma receita e o fantástico é que, para além de eu nunca ter feito nenhuma das que aqui estão dentro, não são necessários ingredientes manhosos. Extrato de rosa azul da Escandinávia, caril do Sudão do sul, queijo de uma cabra malhada, uma ponta de cabelo de uma virgem da Rodésia. Nada. Só coisinhas que temos em casa ou que encontramos facilmente. 


É uma óptima prendinha de Natal e a mim vai salvar-me! Sim, há dias em que somente o que me sai é bife de frango com cogumelos e massa. E... Tenho muitos dias desses.
Entendem o meu encantamento, certo?
Acho que é uma fantástica compra mesmo que seja para nós porque tem aqui ideias incríveis. Ouçam esta gulosa comilona que vos fala.

Um beijo,
MariaDaniela

16 de novembro de 2015

O que muda quando temos um blog?

Pergunta fácil. Adquirimos um novo hobbie. 
Não sou extremamente presente nem pretendo fazer vida disto. Longe disso. Aliás, se me quiserem mandar uns produtos para testar tudo porreiro, agora se me quiserem associar a uma marca ou causa que não se identifica comigo, acreditem que sou eu quem paga para NÃO o fazer. 
Mas a verdade é que gosto dos contactos que se criam, das amizades virtuais que muitas vezes parecem mais genuínas e sinceras do que as que envolvem a nossa presença física. 
Gosto disto. E gosto que, sendo muitos ou poucos os seguidores, alguém se identifique comigo. Sabe bem. 

Não criei o blog para massajar o ego. Não sou a mais gira nem a mais bem vestida da minha aldeia. Há tempos uma rapariga disse que gostava de aqui vir porque a "autora" não é 86-60-86, é real. E que com umas coxas de fazer inveja a muitos presuntos e uma pancinha que nos faria aguentar um inverno a hibernar não temos de dizer "Isto não é para mim." à moda, às tendências. É por isto que vale a pena.

Mas algumas coisas mudaram p'ra caraças.
A principal é do mais básico que há. Saber comentar e saber dirigir-me a alguém.
Quando uma pessoa se expõe (pelos motivos que bem entender, sejam eles uma partilha de experiências ou a tentativa de alcançar a fama) nunca nos podemos esquecer que esse alguém tem braços, pernas e inseguranças como nós. Se não gostar da publicação fico calada, se tiver opinião diferente da da blogger partilho-a sem melindrar ninguém, se não gostar de um outfit falo nas coisas que (a meu ver) foram bem conjugadas. Não ganho pontos extra nem a minha barrinha da vida cresce se disser a alguém que mais valia pegar fogo ao guarda-roupa. Isto não é um jogo. Antes de virar uma publicação, tudo é pensado e repensado. Que se dê mérito a quem nos deixa entrar na sua vida e não se atire tantas pedras. 

Mas é importante comentar, porque sem feedback o autor fica às cegas. Ter muitas visitas diárias pode significar que se é muito bom ou que o conteúdo é tão mau que anda toda a gente a rir dele.

Também percebi que enquanto "escritora" sou uma seca. Credo! Eu que, modéstia à parte, até sou uma moça dada à paródia, se os meus amigos lessem este blog iam achar que me tinham transplantado um cérebro de uma velha. Acredito que ninguém aqui venha com o pretexto de que "a Maria Daniela é imensamente engraçada!". ahah
Conheçam-me pessoalmente que eu sou gente fixe. E porreira. E humilde! ahahah 

É isso. Ter um blog para mim é partilhar. Falo mais convosco sobre os meus dramas do que com os meus amigos. É metida na concha, a Alentejana. Ter um blog é motivo para conhecer gente de todo o lado, para me inspirar convosco e para saber que a Jéssica de Bragança usaria esta camisola com um lenço e uns saltos altos. Têm noção de quanto isto vale?

Enfim. Se eu daqui a uns meses ou anos andar a ser patrocinada por milhentas lojas chinesas que me mandam peças que eu em casa ainda preciso de fazer bainhas e cortar linhas, atafulhem-me a fronha neste post. A Maria Daniela não é isso.

Para breve, um seguimento deste post, talvez chamado "O que aprendemos quando temos um blog?" e sobre o ligeiramente estranho mundo da blogosfera. Há taaanto para dizer. 



Uma beijoca,
MariaDaniela

11 de novembro de 2015

Na busca da base perfeita!

Como já me podem ter lido em alguns sítios, sou apologista de que não basta uma boa carteira ou um bom casaco. Não é isso que faz o look se usarem roupa que não favorece o vosso corpo e se a maquilhagem estiver muito má. Existem erros que borram a pintura toda.
Acho que devemos investir naquilo que faz exaltar a nossa beleza. Uma mala Prada não combina nadinha com olheiras profundas e pele sem brilho. Acreditem. 
Por isso, já tendo traçado um rumo no que se refere ao meu tipo de roupa preferido e tendo uma visão crítica e direccionada, é hora de conhecer novos produtos e perceber o que melhor se adequa a mim quando o assunto é maquilhagem.



Bem, a verdade é que já testei muitos produtos, conheço bem o meu tipo de pele, sei como enaltecer os meus traços mas a maquilhagem continua a ter mistérios para mim. Por isso, receio sempre comprar produtos caros que depois não sejam tão adequados às especificidades da minha pele como eu esperava. 
Quando digo isto, penso que é perceptível que me refiro a primers e bases.
Já testei várias bases e ultimamente tenho virado as minhas atenções paras os BB e CC Creams. Os que conheço com maior cobertura são da Garnier. Gosto muito e uso frequentemente.
A minha maquilhagem diária é simples e detesto o efeito máscara. Imperfeições disfarçadas e uniformização do tom da pele são as minhas únicas exigências. Pele de boneca NÃO!
Então, ando a pensar investir numa boa base de cobertura leve a média e que se transforme numa segunda pele. As que mais me têm cativado são:

1. Born This Way, Too Faced. (35€) 
Esta base cativa-me especialmente por ser oil-free mas não deixar efeito matte. Promete um acabamento "radiante" e ligeiro. Contém água de côco (funções hidratantes), ácido hialurónico e extractos de rosa. Tenho lido óptimos reviews sobre esta base e as imagens falam por si. 

2. Infallibe 24h-Mat, L'Oreal. (22,95€)
Esta base conquistou a Helena Coelho (do Devil Wears Louboutin) mesmo quando ela já tinha experimentado a Maestro da Giorgio Armani, Dior, UD, NARS, ... Por isso, tem de ser mesmo especial. Também é não oleosa e promete um efeito aveludado e suave ao toque, sobrevivendo à humidade e transpiração. O que me deixa reticente é o facto de ela prometer uma pele matificada. Eu ando a gostar mais de uma pele iluminada (não oleosa) mas pelo preço e pelas promessas... Talvez seja esta.

3. VitaLumière Aqua, Chanel (41,50€)
Efeito segunda pele, FPS 15, textura de "água tingida", luz e vitalidade. Só lhe falta prometer vida eterna. Esta base conquistou milhões de mulheres por todo o mundo. Outras dizem que não compensa o investimento. Eu tenho imensa curiosidade, por ter "tanta" água na composição e pela consequente leveza que deve deixar na pele. 

4. Naked Skin, Urban Decay (34,95€)
Promete deixar a pele respirar e dar-lhe um acabamento semi-matte mas luminoso. Se é verdade que a UD é uma das marcas preferidas das portuguesas (e não só!), também é certo que esta base deve cumprir o que promete. Líquida e com aspecto natural. Parece-me tão bem!

5. Accord parfait Genius, L'Oreal (18,99€)
Por se afirmar 4 em 1 chamou logo a minha atenção. Primer, corrector, base e pó. Nunca usei nenhuma base em pó mas a Denise de Assis (entre outras bloggers portuguesas) usam e falam coisinhas muito bonitas sobre ela. Dizem que dura e que a cobertura se constrói com facilidade. O preço é simpático e o acabamento que promete ser aveludado quase me fazem acreditar no amor à primeira vista.

6. Double Wear Light, Estée Lauder (42,50€)
O corrector desta linha é o meu favorito de todos os tempos. Só por isso tenho a marca em grande estima. Fala numa cobertura média que é resistente ao calor, não gordurosa, com FPS 10 e acabamento natural e luminoso. Os testes indicam que se aguenta 15 horas sem retoques. Perfeito, hum?


Pois bem, meninas, se usam alguma destas bases digam de vossa justiça. Sejam minhas amigas que eu preciso mesmo de uma base em que possa confiar e sentir-me confiante.
Os preços são da Sephora francesa mas não costumam ser muito discrepantes dos nossos.
Contem-me tudo!
Um beijo,
MariaDaniela

10 de novembro de 2015

Sobre o Amor...

Penso que é a melhor forma de o descrever.


Um beijo, 
MariaDaniela




9 de novembro de 2015

Directamente do fundo do baú para o Mundo!

Sou uma sortuda e tenho um pai muito fixe. 
Este grande senhor de ética e valores tem por norma guardar os meus sapatos que eu pretendo deitar fora mas que ele acha que eu um dia vou acabar por precisar. How cute is that?!
Então, durante o fim de semana fui ao baú. Precisava de uns ténis velhos para ir à horta porque as minhas galochas deram o berro. Vi um saquinho velhote e pensei "Vão ser mesmo vocês!" sem saber o que lá estava. Mas não fui capaz! Dentro do saco estava isto.


Comprei estas sapatilhas na altura em que os básicos da Vans estavam super in
Terão oportunidade de ir percebendo que se alguma coisa está em voga eu vou um pouco mais além (se gostar). Foi o caso destes ténis. Com estampa, com tiras em velcro. Comprados em 2008, possivelmente.

Estão em mau estado. O preto já não é assim tão preto e os tubarões com um sorriso malvado estão apagadotes. A barbatana na sola sofreu danos bem como o logo da marca no calcanhar. As listas azuis já viram melhores dias.

Mas voltei a apaixonar-me por eles! Não são tendência? É daí?! Fazem-me falta e não é para ir à horta! O seu ar de teenager, de desleixada tem tudo para dar certo com algumas camisolas e sweaters que por aqui vagueiam.
São super práticos para calçar em 2 segundos e ir deitar o lixo fora.
A sola branca continua muito branca e é isso que faz a diferença para mim! 
Adorava poder comprar uns Stan Smith mas não acredito que isso vá acontecer. Talvez me contente com uns inspirados nesses Adidas fantásticos... A verdade é que só ando a apostar em botas, botins e calçado mais direccionado para o trabalho. Não pode ser.

E é isto! Desafio-vos a dar a volta às coisinhas que andam a ficar encostadas a um canto! Vão ver que se vão voltar a apaixonar! É certinho!
É possível que estes velhotes apareçam por aqui de vez em quando e os anónimos podem perguntar se os encontrei no lixo que eu não me importo! ahahah

Um beijo,
MariaDniela