25 de novembro de 2015

O meu Super Herói!

Antes de mais, por favor encontrem diferenças nas duas imagens que se seguem:


É que para mim são exactamente iguais!!!
ah ah ah ah

Este saco de pulgas que foi abandonado (contei a história dele aqui) já vive connosco em casa! Foi castrado e agora está em competição comigo para ver quem é o mais balofo.
A maior luta tem sido a aceitação da presença dele por parte da gata Maria, mas acredito que com tempo a coisa vá ao sítio.
Em compensação, tanto a Maria como o Super-Gato adoram o Rodolfo e assim que o apanham fora da gaiola é uma festa!
Uma casa com bichos é uma casa feliz. 

Um beijo,
MariaDaniela

24 de novembro de 2015

O Privilégio.

Às vezes é preciso relativizar. Suavizar a realidade aos nossos olhos. Deixar de ver apenas os problemas e olhar com olhos de ver para aquilo em que temos sorte.
Eu tenho sorte. Tenho muita sorte. Aliás, sou abençoada.
Sou estupidamente agarrada ao mar. O mar que é a mão que dá e a que tira. O mar que tanto é calma como revolta. 
No Alentejo vivo bem perto d'água. Entre praias mais ou menos conhecidas, portos de pesca e recantos desconhecidos para a maioria, é por aqui que o raciocínio volta a funcionar sem problemas. 

Quando estou no Algarve não tenho esta proximidade. Nem o mar é o mesmo. Faz-me falta o ruído profundo da agitação das ondas, o vento e o cheiro.
Faz-me falta a praia, mesmo no inverno. Mesmo quando o sol não aquece mas ilumina e abrilhanta até as pedras mais desgastadas pela pancada do mar, furioso.
Esta que vos mostro em seguida é um recanto pequenino. Familiar. Tenho aqui as melhores memórias. Foi aqui que pela primeira vez pensei que ia partir os dentes da frente. Desde então, é uma constante. Para aqui, vêm as vedetas da tv, os habitantes da terra e os turistas que procuram paz. Quem quer aparecer na capa da TV Guia não tem sorte por estas bandas.
É pela tranquilidade que este cantinho conquista as pessoas. Não há rede nos telemóveis, apenas sossego.





Não vou dizer que quem me tira esta praia me tira tudo... Mas sobra muito pouco.

Um beijo,
MariaDaniela

23 de novembro de 2015

Burgundy and Brown, pleaaase!





Duas cores que adoro juntar. Não sei se é comum, não costumo ver muitos outfits com estes tons. Não me interessa. Há uns tempos, a vaguear no Pinterest encontrei uma imagem de uma rapariga com uma túnica em tons ameixa e um lenço de linho castanho claro. Apaixonei-me e a minha vida mudou.
Uso diversas vezes nas mais variadas ocasiões. Principalmente nesta, em que tive de me obrigar a vestir e sair de casa. Mesmo que seja para ir direitinha ao sítio que mais me acalma. Disso falarei no próximo post.

A camisola de malha com uma textura fantástica e o lenço de estilo amarrotado criam alguma complexidade no entanto não deixa de ser uma combinação bem simples.
As botas foram aquisição nas últimas compras (falei delas aqui) na Marypaz. São super confortáveis, numa imitação de pele e camurça. O cano é alto mas não muito, nas minhas pernas mais parece cano médio, o que acaba por contrariar as High Knee Boots que tanto se usam agora. Gosto muito delas! Nem me lembrava do quão eram fofinhas porque estiveram fechadas na caixa este tempo todo. Mas isso acabou! Aliás, são mesmo perfeitas porque são muito espaçosas na parte do pé e dá para as calçarmos mesmo com meias mais quentinhas! Depois mostrarei em fotos com melhor qualidade.

E pronto, tivemos de nos render ao frio. No sul, tivemos um enorme verão de S. Martinho mas já lhe tivemos de dizer adeus. *snif snif*
O que têm usado para contrariar o frio que chegou sem bater à porta? Contem-me coisas!

Camisola: C&A
Lenço Parfois
Jeans: Salsa - Modelo Secret
Botas: Marypaz

Um beijo,
MariaDaniela

20 de novembro de 2015

É Amor mesmo que não seja Correspondido.


O meu lado lamechas anda a querer chamar a atenção. Então, que lhe seja dado protagonismo, com um bocadinho de cérebro pelo meio.

Não sei se é só da minha geração e seguintes, mas há assuntos do coração que são tratados com uma leveza surpreendente. Hoje terminam uma relação e para a semana já são vistos de mãos dadas no shopping com outra cara metade. Não concordo porque na maioria das vezes não foi feito o luto.
"Mas ninguém morreu, Daniela", dirão vocês.
Morreu sim. Acabou uma fase da vossa vida. Sabem que todos os dias estamos a construir a nossa história?
Morreu quem vocês eram com aquela pessoa. Tem de se observar e manusear o sentimento que existia e o que ficou. Aí, arruma-se tudo em "caixinhas" na nossa cabeça. E avançamos. O luto está feito. 

Acredito que todas nós tenhamos assuntos por tratar com alguém do passado. Que quando vemos essa pessoa, os sentimentos andam tontos à bulha uns com os outros e nós não sabemos se odiamos, amamos ou desprezamos esse ser humano. 

Normalmente, essa caixinha por arrumar tem que ver com um amor não correspondido.
Conto-vos porque tenho esta maneira de ver as coisas.
O meu primeiro namoradinho deixou-me após 3 longos meses de relação. Ao fim de 5 anos (!), voltou a aproximar-se e agora com uma distância de 300 km entre nós, quis voltar a tentar. Ambos sabíamos que tínhamos tudo para ser um casal épico. Podíamos conquistar o mundo e as nossas personalidades encaixavam como palavras bonitas em promessas de amor. Só nos faltava uma coisinha: amor.
Voltou a não dar. Ambos temos pena por ser assim. Eu, que não tinha tudo estruturado na minha cabeça quando ele voltou, fui quem sofreu mais. Porque não sabia o que estava a acontecer. Não fazia a mais pálida ideia do que sentia.
Aí, criei uma caixinha onde cabia respeito, carinho, calma e ele. A essa caixinha chamei "Passado".

E é isto que vos quero transmitir. Que percam o vosso tempo a pensar no que falhou, no que vos afastou. Não é preciso ter pressa, não é com outro amor que vamos esquecer o anterior e sarar as feridas. Se tudo não estiver estruturado vão sentir-se confusas assim que ouvirem falar no nome dele. Assim que um desconhecido tiver o mesmo perfume que ele. Assim que um telemóvel de alguém tenha o mesmo toque que o dele. 

O mesmo serve para quem não foi amado por quem amou. Pensar, mastigar, digerir tudo e associar um sentimento claro a essa pessoa. Não é vergonha passar por um desgosto destes. Merece tempo para ser pensado, para ser chorado, para virar passado. Faz-nos falta e dá-nos fibra. Torna o coração mais leve.
Porque é amor na mesma. Mesmo que não seja correspondido.


Um beijo,
MariaDaniela

19 de novembro de 2015

O meu cabelo é liso e fino. E agora? #4 - Hidratação

Ter um cabelo fino normalmente envolve oleosidade. No entanto, ter as raízes oleosas não impede que as pontas espiguem e sequem. Infelizmente.
Acho que devemos ser sempre optimistas e ver o lado bom das coisas. Se o nosso cabelo não é seco (tipo palha d'aço) devemos apostar em tê-lo sempre brilhante e com as pontas impecáveis, já que volume e definição não é a nossa cena.

Tenho a sorte de ter um cabelo que cresce muito (Dizem que tem que ver com a alimentação. Claro! Aqui só se comem vegetais e peixinho grelhado! *cof cof cof*) e que é muito leve.
Gosto do cabelo que tenho e por isso tento tratá-lo bem. Mas para mim "bem" não significa afogá-lo em produtos. Ora atentem.

A altura em que o nosso cabelo mais sofre é no verão. Aclara e seca. Nesta estação do ano é importante fazer máscaras de hidratação. 
Podem comprar as vossas máscaras preferidas em hipermercados ou parafarmácias e simplesmente aplicá-las. Se sentirem que é necessário podem intensificar o seu poder de nutrição adicionando uma colher de azeite ao produto que vão usar ou outros produtos de reparação como as ampolas de que já todas ouviram falar, da Pantene. 
A regularidade deste ritual deve basear-se no estado do vosso cabelo. Eu nas estações quentes fazia de duas em duas semanas, mas é convosco.

Também tenho sempre o cuidado de quando estou exposta ao sol (praia!) fazer um daqueles coques improvisados de forma a encobrir as pontas junto ao elástico e assim haver uma menor afectação solar. Acreditem que ajuda.

Por fim, talvez a questão mais polémica. Eu lavo o cabelo todos os dias. Nunca usei champô seco (mas quero experimentar) porque gosto muito de ter o cabelo brilhante e leve, sem artifícios. 
Lavar o cabelo com esta regularidade não tem consequências negativas porque eu não uso champôs de tratamento. Lavar os fios diariamente só com produtos de uso regular. Palavra do meu dermatologista querido. 
Desta forma, com champô para dar brilho ou volume e condicionador para hidratar, o meu cabelo aguenta largos meses (mesmo atravessando o verão) sem precisar da tesoura assassina. Mas eu não tenho medo dela, como podem ver aqui.
Atenção, que não estou de maneira nenhuma a tentar incentivar-vos a lavar os vossos cabelinhos todos os dias. Ajam de acordo com as vossas necessidades. Somos todas diferentes.

Agora, uma coisa que tento dispensar ao máximo: químicos e mais químicos!
Não uso óleos nem cremes para desembaraçar (trato disso no banho com o condicionador), para dar brilho, para dar suavidade, para cheirar bem, para cantar o hino. Nada disso.
Tenho um óleo, que gosto de ir mudando, para proteger do calor quando uso secador e escova circular. Como isto acontece pontualmente, estes produtos duram muito e não me encharcam os fios de fórmulas manhosas. 

E é isso. Mantenho esta postura ao evitar muitos produtos capilares e tento protegê-lo naturalmente. A última vez que o cortei foi em Abril, pela altura dos meus anos, e até agora continua muito bonitinho, com as pontas suaves e nadinha espigadas.
Em poucas palavras, acho que o meu "segredo" é não complicar!



Contem-me as vossas histórias e os vossos dilemas capilares, que estão fartas de ouvir dalar dos meus!

Um beijo,
MariaDaniela

18 de novembro de 2015

É útil, fofinho e solidário!


Aqui me confesso. Cada vez que ouço alguém dizer que saíu um novo livro fantástico de receitas sobe-me a febre e digo para mim em nervos: É desta que eu vou comprar um bom livro e me vou tornar a masterchef mais malina de sempre!!
Nunca acontece. Isso e não engordar 3 kg no Natal. Promessas.
Agora este livro precisava mesmo de ter. Por estar a ajudar assim que ele apitasse na caixa do hipermercado. Custa 2€ e metade do valor reverte para projetos de promoção da saúde materno-infantil nos centros de saúde.
Ainda não recriei nenhuma receita e o fantástico é que, para além de eu nunca ter feito nenhuma das que aqui estão dentro, não são necessários ingredientes manhosos. Extrato de rosa azul da Escandinávia, caril do Sudão do sul, queijo de uma cabra malhada, uma ponta de cabelo de uma virgem da Rodésia. Nada. Só coisinhas que temos em casa ou que encontramos facilmente. 


É uma óptima prendinha de Natal e a mim vai salvar-me! Sim, há dias em que somente o que me sai é bife de frango com cogumelos e massa. E... Tenho muitos dias desses.
Entendem o meu encantamento, certo?
Acho que é uma fantástica compra mesmo que seja para nós porque tem aqui ideias incríveis. Ouçam esta gulosa comilona que vos fala.

Um beijo,
MariaDaniela