15 de dezembro de 2015

2016 é Ano Bissexto: MEDO!

De 4 em 4 anos temos esta prendinha fantástica. Um ano com mais um dia. Os românticos dirão que é mais um dia para sermos felizes, os optimistas assinam por baixo. Eu fico só nervosa. 
Não sou pessimista, nunca fui, mas sou pés no chão e terrivelmente realista. Desde nova. 

Os anos bissextos são diferentes dos outros anos e para mim não é apenas pela soma de mais 24 horas.
Embora levante sempre o nariz para olhar para cima, muitas vezes o que posso observar é uma pedra cair-me em cima da cabeça. E isso acontece em força nos anos bissextos. Também nos restantes mas com mais intensidade nos anos de 366 dias. 

Basta regredir até 2008. Ano de mudança de escola, para o secundário. Todos os meus amigos foram para uma área menos eu. Esse pequeno pormenor foi suficiente para que me excluíssem. Todos. A maior sensação de solidão foi nessa noite em que o meu melhor amigo até à data me insultou, mentiu e desprezou, numa janela de chat. Senti todos os meus pilares a cair. Não sou a pessoa mais sociável do mundo mas com tempo tudo se reconstruíu. Novos e fiéis amigos. 
Aos velhos nunca aprenderei a perdoar. Nem quero.

Numa subida até 2012, temos mais detalhes. Num momento de burrice e desatenção, fiquei enleada com dois exames na faculdade: Estatística e Contabilidade Analítica. Estudei como nunca antes, decorei, inventei cábulas mentais, associei números a situações do quotidiano, fiz tudo. Passei as duas cadeiras. Só um pormenor: o segundo semestre começava 3 dias a seguir ao último exame. O cansaço extremo levou-me à beira de uma depressão. Odiava a minha aparência, tinha pesadelos com a minha própria morte repetidamente, não tinha vontade nenhuma de sair da cama, de casa, de viver. Até que me dei conta disso mesmo e reverti tudo isso apenas com força de vontade. Ao mesmo tempo lutava para que uma relação  terminada por mim se convertesse numa amizade, com muitas discussões difíceis pelo meio. É perturbador só de pensar. 

Para mim, têm sido sempre anos de mudança. Com dificuldades e com superações. Saí sempre mais forte de cada uma das situações, ao mesmo tempo que me tornei mais desconfiada, mais tímida, mais séria, mais cuidadosa. Sei que 2016 começará com mudanças. Também sei que 2015 foi um ano bipolar mas falarei disso brevemente.
Por agora é esperar de coração cheio pela família junta, aproveitar os doces e as paparocas muita boas. 



E vocês? Alguma superstição com anos bissextos? Costumam ter sorte no dia 29 de Fevereiro? Quero saber tudinho, fiquem sabendo!

Um beijo,
MariaDaniela

14 de dezembro de 2015

Desejos de Segunda-feira: Zara Home

Acho que é impossível entrar numa Zara Home (ou no site) sem ficar com duas ou três um quinze peças debaixo de olho.
Eu adoro tudo, acho que é a loja que mais me deslumbra. Automaticamente "preciso" de tudo!
Tenho alguns acessórios de cozinha, outros de banho e até agora nenhum me desiludiu. A qualidade é, geralmente, inegável.
Hoje, para além de tudo o que me andava a pôr em nervos, fiquei com estas duas peças decorativas que me roubam tantos suspiros que mais parece que estou a ter um ataque de asma.
Vejam só!


Quem é que não está a precisar muito disto? A bandeja e a lanterna são lindas e acrescentam logo um certo charme à divisão!
Gosto muito deste tipo de peças. E vocês? Contem-me coisinhas!

Um beijo,
MariaDaniela

11 de dezembro de 2015

Xmas Wishlist #3 : Accessories!

Esta vossa amiga anda com pouca inspiração para escrever mesmo tendo milhentos assuntos a querer abordar aqui. 
Porém, não obstante, todavia, quando é para falar dos meus desejos mais lindos, cá estou eu colada como aquela dor que se cola ao corazón dos benfiquistas cada vez que perdem contra o seu verde Judas. Nota-se aqui uma tendência para a depressão, não? Seguindo o parlatório... 
Pensei, num momento de ingenuidade, que conseguia juntar roupa e acessórios que estão parados na Wishlist. Olhei para o assunto com os dois olhinhos e tive imediatamente de separar senão ainda me acusavam de atentado ao pudor. Então isto vai devagarinho que até ao lavar dos cestos é vindima!
Vejamos a tralha que eu reuni aqui.

 

- Pois bem, começando pelos colares, ambas as opções são Pull&Bear. São bem baratos, nem o conjunto de dois nem o rígido chegam aos 10€. Tenho um semelhante ao de cima mas com outras cores, da Zara, e por gostar do efeito que cria fiquei apaixonada por este. Espero muito encontrá-lo. Os dois pendentes muito simples (e até elegantes) fazem-me falta porque quando perdi a maioria dos meus acessórios fiquei sem fios compridos. Estes fazem o meu estilo. Podem não durar muito mas não faz mal. Gosto deles hoje, o que não significa que ainda goste daqui a 6 meses, né? Sem stress!

- Os sapatos masculinos e os botins são ambos Marypaz. Cada par a rondar os 40€, continuam a afastar-me do calçado de maior qualidade. Acredito que não aguentem muitas estações mas são mesmo a minha cara! As botas então são a minha perdição e se tivesse de escolher entre os dois, seriam elas as eleitas sem dúvida! Como já referi, tenho dificuldade em comprar básicos por isso a mão pende sempre para as peças que têm qualquer coisa de diferente. O salto parece-me muito bem, super usável até nos dias "não" e porque simplesmente não aguento dores nos pés um dia inteiro. Falei-vos disso e mais aqui. Tenho MUITO de as ter.

- Por fim, a carteira da Aldo. Quando comprei a preta da mesma marca (esta) cruzei-me com esta à saída e tive um dilema daqueles! Fiquei sem saber se a comprava também, se trocava a preta por esta, se largava tudo e saía a correr. Custa cerca de 65€ (da última vez que vi) e por ter algumas malas castanhas que dão para o gasto, esta foi ficando na loja. Resta saber se tem esperado por mim. Espero muito sinceramente que sim. Não tenho nenhuma shopper por isso espero que o meu destino feliz com esta carteira esteja escrito nas estrelas!


Pronto, de acessórios e sapatos estamos aviadas. Nem é muita coisa! Precisava era de ter 47 primos, 23 tios e 19 avós para se juntarem todos e me ofereceram esta tralha toda das listas de desejos. Não tendo, é comprar o que puder com o meu dinheiro e chorar a olhar para o resto. Isto hoje está muito melancólico e é sexta-feira. Não devia ter ouvido Céline Dion durante 5 horas... LOL Já estou a aparvalhar. Isto hoje não dá!

Caríssimas, alguma coisinha daqui vos arregala o olho? O que é que querem mesmo mesmo mesmo receber este Natal? Sou toda ouvidos, hum!!?

Um beijo e um "santo" fim-de-semana,
MariaDaniela

9 de dezembro de 2015

She's got my style! Victoria - In the Frow

Sempre me tentei identificar com uma it girl. Pensei que não seria muito difícil mas enganei-me.
O preto e branco da Kate Moss inspira-me mas o toque edgy que dá aos looks não tem muito que ver comigo. Não sou tão versátil como a Blake Lively nem como a Alexandra (do Lovely Pepa). A Miranda Kerr é doida por ténis e blusões de cabedal, eu não.
Comecei a gostar da Lauren Conrad mas acaba por ser tudo muito certinho. Alexa Chung, Chiara Ferragni, Rachel Bilson... São imensas.
Só que nunca tive confiança suficiente para abrir um novo look de nenhuma delas e acreditar que ia gostar e identificar-me mesmo sem ver. 
Até que numa ligação da Novem and Knight (da querida Sammi) encontrei a Victoria.
A sua página é a inthefrow.com e foi amor à primeira vista.
É uma miúda giríssima que já teve o cabelo roxo e agora branco. Já tive oportunidade de observar a evolução do seu estilo e adoro. Mesmo. Antes no registo mais teen e agora com um toque de classe e simplicidade desarmante. 
Não sei se já a conheciam mas vejam só alguns outfits mais recentes que eu adoro e gostem também!


Peças simples mas com aquele toque. É o que mais gosto e nunca sei comprar um básico porque acho sempre que lhe falta alguma coisa. A Victoria é como eu. Os botins em camurça preta muito simples mas com o salto cravado de pedraria. As malas versáteis, as poucas camadas de roupa, os poucos acessórios.



O jogo das proporções e conforto. É comum apetrechar-se de calçado confortável nas mais variadas situações e joga muito bem com os neutros. Não cria looks sem peças clássicas por isso é quase impossível vê-la falhar. Investe em boas carteiras que usa e abusa, e aplica a mesma regra com calçado de qualidade.



Mostra-nos a versatilidade das peças sem que seja necessário um grande jogo de cintura. Mais uma vez poucos e simples acessórios, dando espaço à roupa e calçado para brilhar. As peças não precisam de ser básicas para serem multifacetadas. 



Usa pops de cor como o azul royal e tons de vermelho por saber que enaltecem o seu tom claro de pele. Não dispensa o conforto e as peças quentes, apostando em cortes clássicos e intemporais que transitem entre estações. Deve, portanto, ter um closet fantástico digno de um assalto muito bem pensado!



Jeans de todas as maneiras e feitios! Com um modelo Mom na primeira imagem e Skinny na segunda, a Victoria não dispensa calças de ganga. Sabe que são o suprassumo da versatilidade e que tanto com um blazer ou um blusão de ganga com rasgões, com stilettos ou sandálias rasas vai estar sempre bem.



Por fim, os clássicos no seu estado mais puro. A gabardine, o blazer, a camisa branca, a saia de corte recto. Porque quando tudo falha, vamos ter sempre os clássicos para nos manter no nosso melhor. Nem é preciso pensar, basta juntá-los e nunca faremos má figura. A Victoria é um grande exemplo de classe e clareza. 

Repararam que repete muito os sapatos e as bolsas? Não deve ter milhares deles mas tem uma imensa habilidade para criar conjuntos confortáveis e que agradam a maioria. Aposta mais em carteiras pequenas a médias e são elas o statement do seu estilo! Nota-se a qualidade das suas peças e só isso já faz 50% do trabalho. 
A Victoria é uma inspiração por ser real, por repetir, pela simplicidade, pela forma de valorizar o seu corpo e demonstrar a sua personalidade através de tecidos.
Eu já sou mega fã dela!

Acharam-lhe alguma piada? O estilo dela diz-vos alguma coisa? Contem-me tudo!

Um beijo,
MariaDaniela

8 de dezembro de 2015

Feministas em Portugal: Deixem-se de tretas!

Um bom título não acham? Eu acho que é dos melhores que já escrevi por aqui. O post talvez não. Vamos a ver o que sai daqui.

Isto tudo a propósito de ter comprado a Vogue do mês de Janeiro, muito por causa da Kristina Bazan. Toda a gente conhece o Kayture e aquela carinha de anjo que se vê transformada em campanhas incríveis que já protagonizou.
A produção está fantástica (também aqui temos a Maria Guedes, que eu não gosto nem desgosto) e já tenho muita inspiração para futuras publicações, essencialmente focadas na primavera. 

Pois bem, o tema aglutinador dos artigos desta edição é o poder no feminino. 
Temos as 3 candidatas a Presidente da República. Gosto de ver isto mais equilibrado. Gosto de mulheres com garra e atitude para encarar e representar um país. Porque são certamente capazes. 
Em Portugal, antigos são os tempos em que a mulher não tinha voz activa, não tinha poder nem gozava de igualdade. Hoje, isso é só uma parte triste da nossa História.
Hoje, as mulheres votam, as mulheres exercem cargos de Direcção e Administração, as mulheres são mães quando e se quiserem, são elas quem tem mais formação no nosso país, são independentes. 
Mas ainda hoje algumas mulheres continuam a gritar palavras de ordem. Porquê? Porque o gajo não abriu a porta do carro para ela sair, porque não matou a aranha que apareceu na cozinha, porque disse que não ia fazer 50 km para lhe mudar o pneu. Porque concorreram a um lugar muito desejado por elas e quem o conquistou foi um homem. Se calhar não estavam preparadas para o cargo. Porque os homens preferem que sejam elas a cozinhar. Talvez por saberem que se esquecem sempre de por sal no arroz.
Em Portugal somos livres. E se temos chance de conseguir aquele cargo de chefia no Departamento Financeiro daquela multinacional também temos a oportunidade de pagar o jantar, naquele encontro com aquele Economista que se farta de trabalhar mas o ordenado é pequeno. Não precisamos do casaco dele pelos ombros porque vimos na net que ia estar frio à noite e levamos o nosso sobretudo giríssimo. Fora os romantismos, admitam que as vossas roupas vos ficam muito melhor que as deles. 
Eu admito-me cansada e por vezes envergonhada por ver as nossas feministas a gritar pelos nossos direitos. Mas quais são os direitos que ainda nos faltam? «Ah, o corpo da mulher é visto como um objecto aos olhos dos homens.», dirão algumas. Tudo bem. Mas é pensar nisso de cada vez que se sai à noite só de soutien e minissaia, de cada vez de põem uma foto no instagram com um bruto decote em que mal apanham a cara e escrevem algo profundo como "I have a dream". Há revistas com mulheres nuas mas também as há com homens. 
Opá eu não sei. Querem ir gritar "Fredoooom!"? Que tal pegarem nos trocos que pouparam nas entradas à borla e bebidas grátis (POR SEREM GAJAS!) e irem para África com o vosso propósito? Aí aplaudo-vos de pé. Juro.
Acredito que existam situações de injustiça mas serão ou casos isolados ou minorias. 
Agora toda a revolta e histerismo pela igualdade de direitos de género em Portugal é só parvo. 
Acreditem que é.

Este assunto traz à tona a minha besta interior. Mas o tema pica-me mesmo. Digam de vossa justiça.

Um beijo,
MariaDaniela

7 de dezembro de 2015

Eu confesso: as minhas "falhas" de estilo!



Bem, acho que a melhor forma de começar a semana é a contar-vos algumas particularidades minhas no que toca ao meu "estilo" (essa complexidade!) e os meus pequenos dramas! Segunda-feira que não comece com um drama ou outro nem é uma segunda-feira como deve ser.
Pois é, eu sou uma miúda muito consciente daquilo que me favorece e das minhas limitações relativamente ao meu corpo ou, como costumo dizer, à minha linha... que é redonda! 
A atenção a volumes desnecessários, a peças que podem subir ou descer e revelar demasiado, a harmonizar todo o corpo e evidenciar a ampulheta.
Se estiverem aí meninas que queiram umas dicas para esconder (ou evitar aparentar) uns quilos a mais é só dizer!
 Depois disso tudo há o gosto pelo conforto e as pancas, que todas temos!
Sem mais demoras, deixo-vos com algumas das minhas falhas ou erros (aos olhos dos outros) de estilo!


- Não uso cardigans


Eu sei que até já vos mostrei um look muito simples com um mas a verdade é que não consegui sair de casa com ele. Detesto porque me sinto uma velha! Vejo outras raparigas a conjugá-lo simplesmente com outras peças e até nem me parece mal... Mas comigo, Jesus! Mas atenção porque quando me refiro a cardigans são estes curtos, os compridos com 1 metro ou mais, eu adoro!! porque nunca vi nenhuma velha com um!


- Sou pouco tolerante ao desconforto


Aqui fala-se essencialmente de saltos altos. Arruínam-me o humor caso me magoem os pés e depois disso é sempre a descer até ficar insuportável. Mas também posso falar de saias curtas. Sou uma desastrada do pior e sei que a qualquer momento estou a mostrar tudo! Então estou sempre contida e desconfortável. Outro bom exemplo são as roupas muito justas (excepto skinny jeans) que me fazem sentir que toda a minha massa gorda está a cumprimentar quem passa na rua... olhos nos olhos!
Roupa com muitas lantejoulas é o caos. Ah e as pulseiras de metal. Não me incomoda (muito) se for um colar, mas andar a chocalhar pulseiras leva-me os nervos a novos níveis nunca antes atingidos. Nem é bom pensar!


- Less (layers) is more


Adoro ver nas outras pessoas mas comigo é complicado. Primeiro pelo que já referi acima: muitas camadas de roupa podem criar volume que eu dispenso. Segundo, pareço uma criança. Sinto-me a sufocar!! Se uma das peças for de gola alta é possível assistirem a uma réplica de um ataque de pânico. Depois é difícil manter tudo direitinho, se quiser tirar a peça de cima as restantes querem vir atrás e eu não tenho nenhum gosto especial por strip tease. Às vezes acontece vestir 3 camadas de roupa mas em muitas dessas vezes deve existir um blazer e um sobretudo. Não sei, gostava de mudar isso um bocadinho porque pode enriquecer os looks mas tenho sempre receio de parecer que saí daqueles concursos de quem veste mais roupa em menos tempo e assemelhar-me a um belo chouricinho.


- ADORO misturar preto e castanho


Este ponto entra aqui porque vejo que muita gente não gosta de usar preto e castanho. Eu há muitos anos também sentia que não combinava. Hoje não percebo porquê! Adoro e isto para mim não é erro nenhum! Visto-me destas duas cores muitas muitas vezes! Adoro castanhos e tons terra pelo que basta conjugá-los entre si ou adicionar o clássico preto e não há como falhar! Acho que tem um toque de sobriedade e até uma certa classe. É um mix que combina muito comigo e com a minha personalidade. Nem sei mais o que acrescentar porque... Isto sou eu! É-me intrínseco e não é uma falha, só um gosto.


E é isso. Por agora só me lembrei destes pontos mas se escavar um bocadinho no assunto de certeza que encontro aqui umas belas pérolas no que toca ao meu bom gosto, mas isso fica para outras núpcias!

Vá, agora não deixem a sentir mal sozinha e contem-me coisas! O que é que vocês não usam por detestarem ver-se com a peça? Misturam preto e castanho? Aguentam 12 cm de salto o dia todo? Vá vá vá, estou à espera! :p

Um beijo,
MariaDaniela