30 de janeiro de 2016

Finalmente: "Os" Botins Pretos!!



Sou bem chatinha quando o assunto é preto. Tive muito tempo sem gostar de bolsas pretas e o tema "Sapatos" ia pelo mesmo caminho pois partilhavam da mesma falha: eram peças que nunca brilhavam. Não é brilhar no sentido literal, mas eram peças que não marcavam. Eram tão básicas que estar a usá-las ou não, seria igual. Ninguém iria reparar... 
Gosto sempre que cada peça de roupa ou acessório fale. Que fale por mim. Mas que não conte demasiado. (Se calhar assim entendem melhor a minha forma de vestir.)

Numa ida à Natura, depois de já ter corrido o shopping todo, entrei e perguntei se havia o meu tamanho nuns botins. A rapariga disse-me que não mas que podia ver estes que vos mostro acima. 
Primeiro estranhei, depois entranhei! Com salto mas compensados, com o calcanhar texturizado como tanto adoro ver, pretos, simples, confortáveis! 



Experimentei e ainda fiquei um bocadinho na dúvida porque acho que me fazem o pé um bocadinho grande. Também têm um bocadinho de cola no sítio desapropriado (nota-se aliás na primeira foto) mas o Sr. Pai tratará disso assim que possível, não é grave.
Tinha mesmo de as trazer porque o preço estava irresistível. A Natura para mim é a rainha dos saldos. Estes botins custavam originalmente 65€ e eu comprei por menos de 25€! Já no passado comprei umas botas pelo joelho em napa por 15€ quando o preço inicial era 70€.  Fica então a dica: nunca desprezem a Natura mesmo que não seja o vosso estilo, dêem uma espreitadela. 

Eu estou muito feliz com a minha compra! São espectaculares para ir para o trabalho (sim, vou a pé...) e não são aborrecidas como 90% dos botins pretos que vemos  por aí. 

Um beijo,
MariaDaniela

28 de janeiro de 2016

3 Mega Tendências para a Primavera #1

Como já vos tinha ameaçado no início de Dezembro, andei a cuscar intensivamente (nomeadamente na Vogue de Janeiro) as tendências mais fortes para a próxima estação e quero partilhar tudo convosco.
O que é que acontece? Reuni somente 15 (sim, quinze!!) inspirações para as estações mais quentinhas que aí vêm. Mas atafulhar-vos agora com as ditas seria demasiado enfadonho por isso, e para vos poupar um bocadinho, vou abordar as temáticas em pares de 3! (ahahah)
Assim, todas as semanas terão mais três ideias do que se andou a ver nas semanas da moda por todo o mundo.
Comecemos então, se faz favor.


- Geek Chic

Os óculos de nerd voltam assim como aquele ar meio trapalhão dos vestidos com t-shirts por baixo. As meias voltam a aparecer dentro das sapatilhas e aliam-se a acessórios com mais sofisticação. Deve ter-se bem a noção de onde termina o "geek" e começa o ar desleixado porque a linha, muitas vezes, pode ser ténue. 







- Surfer

A vibe da praia, das cores berrantes e dos acessórios de verão chega em força e promete estar presente no nosso dia-a-dia. Os fatos de banho vão fazer-se passar por tops e os looks vão gritar sol, areia e mar.





- Stripes

Acho que nunca saem propriamente de moda mas vão estar super em voga na próxima estação. Em looks totais, em cores bem garridas ou no clássico preto e branco. Riscas de todas as formas e feitios para animar os dias amenos de primavera.






Eu sou miúda de estações intermédias. Tendo de escolher uma, sem dúvida a Primavera. Os dias crescem e ficam mais luminosos, os sobretudos são chutados para canto e ficam apenas os lenços e os casacos de malha mais leves como lembrança das temperaturas menos simpáticas. 
As cores do guarda-roupa aligeiram tal como os nossos cabelos que recebem a energia dos raios de sol já menos tímidos. Os pezinhos começam a andar à mostra e a nossa pele fica com um aspecto mais radiante.
Não há como não adorar a Primavera. O Inverno não tem sido rigoroso cá em baixo (exceptuando um ou outro episódio) mas faz-me muita falta o sol de manhã quando acordo, altera-me logo o humor para muuuuito melhor.
E já escrevi muito mais do que pretendia! Por hoje, são estas as tendências a reter. Alguma vos cativou, em especial? Ansiosas com as seguintes? Há coisas tão giras para vos mostrar.

Um beijo,
MariaDaniela


26 de janeiro de 2016

Os milagres da Sleeping Mask da The Body Shop

O inverno costuma ser sinónimo de cremes. Montes de cremes a besuntar cada centímetro da nossa pele que grita por hidratação nestes dias frios. 
Nos últimos tempos pensei que estava a dar à minha pele exactamente aquilo que ela precisava. Falei disso aqui. Óleo, sabonete hidratante e cremes específicos ao meu tipo de pele estavam sempre presentes na minha rotina.
Até que aconteceu uma coisa muito estranha: a minha zona T (que tende a ser bastante oleosa) começou a secar de tal maneira que já escamava. A base ficava horrível no queixo e na testa. Até sentia vergonha de sair assim à rua. Só que isso é passado. 

Numa passagem na The Body Shop somente para cuscar as promoções acabei por ficar à conversa com a colaboradora (super simpática!) e contei-lhe o meu pequeno drama. Ela explicou-me o que usava para ter a pele sempre perfeita e deu-me uma amostra que me permitiu testar o produto por cerca de 6 dias. E que produto é esse?


A Bouncy Sleeping Mask da linha Drops of Youth.
Ao fim de dois dias de utilização da amostra a minha pele já não se notava seca. A base já ficava bonita e o assunto parecia resolvido. 
Ponderei bem antes de comprar este produto porque, se o meu problema já tinha tido um fim, à partida já não seria mais necessário. Só que esta base faz muito mais do que hidratar.
Esta pequena maravilha custa perto de 30€ e a sua embalagem bem robusta (boião de vidro e tampa de plástico) traz cerca de 90 ml de creme. 

A sua textura é pegajosa e extremamente elástica pelo que nem consigo imaginar para quantos meses me dará este boião. O que a torna diferente das restantes é que a sua composição contém Edelweiss, uma flor que somente existe nos Alpes e que, por isso, se desenvolve nas condições mais críticas. É só isso que queremos da nossa pele, certo? Que regenere e se mantenha perfeita em qualquer situação. 

Aplicando a máscara antes de ir dormir, acordamos com a pele muito suave e ainda com vestígios do produto. Ela não foi a lado nenhum! O seu cheirinho "a verde" é muito agradável e típico de produtos para peles oleosas embora esta máscara se defina para todos os tipos de pele. 



O mais interessante nesta máscara é a consistência. Em repouso fica completamente lisa e quando é mexida com a espátula que a embalagem traz quase se vêem "lascas". Não é fluída mas também não é uma manteiga. Fica ali no meio. (há uma imagem no site que não corresponde de todo à verdade)
A minha pele tende a perder a elasticidade (medo!!) devido aos produtos para peles oleosas que uso diariamente e que contém álcool e com esta máscara nem parece a mesma. 
Posso também afirmar com segurança que diminui as marcas e as imperfeições. Fui de fim-de-semana e entre mil bolos, refrigerantes e fritos (não me julguem por favor...) a minha pele não se ressentiu nadinha. A prova de fogo será naquela mágica altura do mês. 

Estou a vender-vos isto como se fosse a resolução para todos os vossos problemas?! Opá se assim é, é porque estou mesmo maravilhada. Uso-a todas as noites sem mais nada. Desmaquilho-me e fico apenas com um hidratante ou o Óleo Prodigioso da Nuxe (ou nada) e antes de dormir coloco esta preciosidade no rosto. Digo-vos que já quase me sinto com coragem de vir para o trabalho sem base. Isto para mim há uns dias era impossível pensar.

Vão dar uma voltinha à The Body Shop mais perto de vocês e peçam uma amostrinha. Não custa experimentarem. Aconselho vivamente que a conheçam porque se comigo tem feito pequenos milagres, convosco será ainda melhor, vão ver!

Se alguém desse lado já conhece pode partilhar a experiência!!
Um beijo,
MariaDaniela

25 de janeiro de 2016

Obrigadinha, Genética: A miúda que tem as mamas do pai.

Começo por dizer que não tenho qualquer problema com o meu corpo nem tenho como sonho viver na salinha de espera de uma clínica de cirurgia estética. 

A verdade é que fui buscar muito mais do que o nariz ao meu pai. A calma e o ar afável também partilhamos irmãmente. Somos a coisa mais linda e não conheço mais ninguém (pai e filha) com uma relação de companheirismo como a nossa. Ele tem um coração tão grande que me deu algo que nunca esquecerei: as mamas dele.

A genética aproveitou a paródia e nasceu aqui um belo espécime! 
Não vou dizer que não tenho nadinha (como um homem) mas com a minha estatura física, se houvesse aqui alguma harmonia, eu teria um par de glândulas mamárias capaz de esconder o telemóvel, a carteira e o computador fixo. Assim, se guardar uma moeda de 50 cêntimos no soutien é capaz de se notar. 


Na adolescência, acho que olhava para elas todos os dias de manhã, como quem diz "'tão?! Como é que é?! Estão a crescer pra dentro?". Não cresceram para dentro mas o infeliz facto é que é a parte do meu corpo menos receptiva a gordura. Podia ser a barriga, podiam ser estes presuntos, não. Demasiado cliché. Boobs.
Nessa altura, os rapazes mediam a beleza das miúdas pela copa do soutien. A verdade é que mesmo quando passamos essa fase, eu continuei a não ser a super-brasa-mega-hot. Nem hoje. 

A coisa passou-se e eu fui aceitando o meu desinteressante fado.
Surgiram os super push-up mas como são soutiens que já vêm cheios o meu cérebro baralha-se. Fazem o peito muito redondinho e empinado e na nossa cabeça ouvimos uma voz labrega a dizer "Belo material!!". A auto estima aumenta e os níveis de excitação também. Não só os nossos. 
A parte gira de ter umas maminhas modestas é que as podemos fazer parecer grandes e ter os benefícios de serem pouco volumosas.
Problemas de postura?! Quais?! Tudo em cima, a desafiar a lei da gravidade e sendo best friend da espinha dorsal. O privilégio de dormir tão bem de barriga para baixo como de barriga para cima. É impagável para lontras como eu.

São bonitas tal como as grandes e não nos tornam menos atraentes. Têm a mesma sensibilidade e a mesma perfeição. Se algum gajo vos disser o contrário atirem-lhe com um objecto cortante e digam que vão da minha parte.
Se mais alguém no mundo tiver as maminhas do pai, que as assuma e que goste muuuito delas mesmo assim. Ou ainda mais assim!

Vá, e agora são 200 ml para cada lado, se faz favor!! ahahahah 



As maminhas pequenas desse lado que se acusem! E as mamas grandes que me venham fazer faianas. Mas só se souberem o que é "fazer faianas"! :P
Um beijo,
MariaDaniela

22 de janeiro de 2016

Como parecer super aborrecida em 5 passos simples!

Esta semana quis fazer um teste: fotografar todos os looks e avaliar até que ponto não parece que sou vestida por um cego. A coisa não se revelou animadora, muito pelo contrário, eu devo ser a pessoa mais aborrecida à face da Terra. Sempre tudo muito semelhante, muito coisinho.
Por isso, a cena de publicar outfits se calhar não é muito boa ideia... Não sei, vamos ver de que lado me dá o vento. Mas pronto, decidi partilhar convosco esta experiência quase traumática. Tirem as vossas conclusões e anotem tudo nos comentários para não se esquecerem! ahahah



Segunda-feira. Um look muito escuro apenas quebrado pela camisola romântica. Este casaco, como já me fartei de dizer, é dos meu preferidos. Acho que tem muito estilo, mas coitado não faz milagres. A mala da Aldo já entrou em acção e é fantástica! Adoro-a!




Terça-feira. O outfit a que eu chamo de o-director-pode-aparecer-a-qualquer-momento. Sou doida pelo comprimento do sobretudo e aqui não coloquei nenhuma peça de destaque, criando apenas esta sobriedade. Até agora sempre de blusa com padrão, vamos lá ver o resto da semana.




Quarta-feira. O dia em que efectivamente o Director apareceu. Shit. Eu a criar camadas. Orgulhem-se de mim, se faz favor.  A camisola é um velho clássico meu da H&M com fios brilhantes, ah! e esperem: uma camisa riscada por baixo. Surpreendente para caraças. Também sempre a inovar na cor do batom. Sou um autêntico camaleão... 




Quinta-feira. Conforto foi a palavra de ordem. Com uma camisola bem velhinha que amo de paixão pela estampa e pelas pontas. O casaco já estava claustrofóbico dentro do armário e teve mesmo de sair. Tenho a certeza que vou recriar este look imensas vezes. Não que seja a coisa-mai-linda mas porque não me dá para mais! Este podia ter sido o dia em que me fartava de padrão e ia com uma camisola básica, mas... sabem como é, não gosto de ir pelo óbvio! *cof cof*




Sexta-feira. O dia mais bonito da semana, mesmo que estejam a chover picaretas. Curiosamente, o dia em que tenho menos paciência para me vestir. Hoje segui a regra básica: o outfit que nunca deixa ninguém ficar mal. Jeans, camisa/blusa branca e blazer. Lá me decidi a largar os padrões durante um bocadinho mas isto não é coisa para durar, não fiquem já aí com esperanças! ahahah



Eu avisei que o cenário não era animador. E é por isto que eu não vou a outros blogs mandar grandes bitaites! Com que moral o poderia fazer?! ahahah
Bom e sobre o caos em que o meu quarto se encontra: eu neste momento estou a dividir casa com outras pessoas e está a ser uma luta conseguir encaixar tudo nos cantinhos que estão livres.
O saquinho ali do canto é com coisinhas para levar para o Alentejo. É o Natal em Janeiro! Sou uma fofinha para os meus velhotes, eu sei...
Vá e já chega. Dentro desta desgraça há algum look que se safe? Algum que é mais o vosso estilo? Devia queimar isto tudo e ir viver para o Zimbábue? Contem-me tudo!

Bom fim-de-semana!!!
MariaDaniela

20 de janeiro de 2016

Abdicar de tudo pela Carreira?!


Hoje pensei escrever-vos sobre um assunto tão complicado que até está a ser difícil começar. 
Felizmente, hoje já todas temos direito à nossa própria carreira e não somos obrigadas a ficar em casa a engomar as camisas do marido. Acho fantástico e é uma autêntica bênção viver nesta época!
Sabem que sou um bocadinho obcecada com a minha carreira e com o meu percurso no futuro. Quero muito saber até onde consigo chegar e este desafio de ir conquistando mais um bocadinho todos os dias alicia-me e pica-me de uma forma muito estranha mas muito boa. 
Mas será que vale a pena largar tudo por uma carreira?
Neste post nem vai entrar a temática de se vale ou não a pena saltar para cima do patrão para ser promovida porque a resposta é NÃO. Quem sobe fácil, desce ainda mais fácil! Não queiram ser a porca da empresa. 

Eu já mudei de sítio muitas vezes e tenho plena noção que já perdi muito nesses momentos em que se deixa tudo para trás. Já deixei amizades em stand-by (que se mantiveram online ou se perderam) e já deixei relações penduradas. O optimismo de continuar a crescer faz-nos desvalorizar o que fica pelo caminho, acreditando ingenuamente que com um pouco de esforço tudo volta a ser o que era. Só que as coisas não são assim. Por vezes, basta uma distância de 2 ou 3 meses e quando voltamos a encontrar um amigo, a intimidade já não está lá. Não está lá o calor, o à-vontade e o companheirismo de antes. Passam a haver silêncios estranhos e o coração já não fica tão feliz quando reencontramos aquela pessoa. Também há, felizmente, os grandes amigos que podem passar anos longe de nós e quando nos voltamos a reunir está tudo na mesma. O nosso corpo continua a sorrir quando o outro nos abraça. Espero que toda a gente tenha um desses grandes amigos na vida.

Mas acredito que ficar inerte à espera que o emprego dos nossos sonhos nos caia no colo e seja colado a nossa casa não funciona. É sempre preciso ceder, em tudo na nossa vida, e o essencial é encontrar o equilíbrio perfeito. Tenho amigos que se recusam a sair de casa dos pais porque essa história horrível de arrendar casa e andar de transportes públicos não é para eles. O percurso deles ainda não começou e o meu já tem uns longos 2 anos. A diferença é essa. Viver.
Não sou o exemplo a seguir porque tenho cometido muitos exageros mas tenho aprendido com todos eles. Se calhar já abdiquei de demasiado, se calhar vivo demais para isto, se calhar sou demasiado rígida em relação aos meus objectivos. Tenho noção disso, sou muito obstinada e detesto deixar sonhos para trás. 

A palavra "abdicar" por si só assusta. Significa que algo da nossa vida terá que ser enfiada numa caixa e ir para o sótão. Enchemo-nos de "se's" e temos sempre medo que a escolha não seja acertada. Só que pior que fazer a escolha errada é não escolher, ficar parado e ver a vida passar-nos em frente aos olhos. Tenho cada vez mais a noção de finitude e acho que isso me anda a fazer repensar algumas coisas da minha vida: tentar ser mais activa e viver mais! Perseguir os meus sonhos mas não largar tudo por eles. Aproveitar todos os momentos com os meus pais e ouvir sempre os conselhos deles, mesmo que não os siga. Tentar escrever uma história mais divertida para contar quando for velhinha.
E se calhar «A minha vida foi só trabalho.» não é a frase mais marcante, não aquela que deva definir a nossa existência. 
Mais uma vez, desviei-me do tema pra caraças... 
Em jeitinho de conclusão, penso que não vale tudo pela nossa carreira. Mas também não vale a pena ficar parado! 


Quero saber qual a vossa opinião sobre o assunto, sim? Vá, não se acanhem!

Um beijo,
MariaDaniela