27 de abril de 2016

366 dias de Maria Daniela

Não posso dizer que passou a correr mas já desfilou sambando em salto agulha um ano desde que comecei a escrever aqui. 
Estreei este tasco de qualidade duvidosa numa altura animadota da vida deste belo espécime e foi um gozo atafulhar-vos com teorias mais ou menos retardadas. Se cá voltaram sempre de livre vontade isso faz de vocês pessoas com padrões muito baixos na vida! Havemos de falar disso, deixem-me só anotar. 

Sempre que entro aqui e clico na barrinha mágica para uma "Nova Mensagem" sinto-me como um taberneiro a dar conselhos a camionistas: falo, faço desenhos e dou exemplos muito credíveis mas a melhor ideia é que façam ouvidos moucos e ignorem. Não sei, era o que eu faria... 

Este ano foi talvez a fase de maior crescimento na minha vida. Deixei crescer o cabelo quase até ao rabo, saí e voltei ao Algarve qual motard que adora bom regabofe, apaixonei-me e aprendi a lidar com o "não dá", fiz muitos amigos e aprendi a ouvir o que eles dizem, dei e recebi mimo com fartura, apanhei sustos de morte e bebi medronho para acalmar o coração, perdi 3 kg e fiquei à espera que se notasse, bateram-me duas vezes no carro e fugiram mas também me lavaram o chão de casa sem avisar porque eu estava estoirada, acordei cedo muitos dias mas aproveitei as manhãs, as tardes e as noites (mentira, estive de lágrimas nos olhos o tempo todo!), superei as expectativas do chefe mesmo com meio quilo de corrector em cada olheira.

26 de abril de 2016

Decoração que é música para os ouvidos!

Conheci a Viviane por acaso e confidenciei-lhe que adoro decoração mas tenho sempre receio de me dispersar e o resultado final seja uma confusão total. Penso que preencher um espaço e torná-lo harmonioso e bonito precisa de talento e muita inspiração. Coisa que por vezes me falha à grande.

A criatividade é um dos principais fatores a ser levado em conta na hora de decorar, por isso para extrair o melhor efeito visual a decoração com instrumentos musicais é uma ótima escolha. Lembrando sempre que um bom projeto de decoração deve levar em conta o gosto e a personalidade do dono e das pessoas que vivem nesse ambiente. 

Fiquem com algumas ideias giríssimas de incorporar música em todos os espacinhos de nossa casa.

21 de abril de 2016

What about some statement?

Já me fartei de vender-vos por aqui que estações amenas pedem tons serenos, pastel, no entanto também não precisamos de seguir tudo demasiado à regra e se há coisa que torna um outfit sempre mais interessante é uma peça statement. 
Criar destaque, adicionar mais informação é uma arte que nem todas entendemos (that's my struggle every day... ahah) mas ficam aqui algumas coisinhas que estão à venda nas nossas lojas favoritas e que mudam por completo o look mais básico do mundo.

19 de abril de 2016

Lipstick is my magic trick!



Para mim, o batom está logo a seguir ao BB Cream (ou base) no que diz respeito a essenciais de maquilhagem. Sobrevivo bem sem máscara de pestanas já que as minhas são grandes e curvadas, as bochechas são naturalmente rosadas, o contorno é dispensável e o eyeliner ainda está em fase de aperfeiçoamento (já não demoro 37 anos como antes! estou praticamente profissional).
Se quero ter um ar decente e fresco e tenho 5 minutos para o conseguir é isso mesmo que acontece: BB cream com dupla camada nas olheiras e batom.
Gosto sempre de dar destaque à boca porque me sinto bem com o meu sorriso (não é bem assim, mas espero falar-vos disso em breve) e até os nudes mais discretos chamam a atenção na minha pele pálida.

As mais recentes aquisições foram estes produtos que vêem acima. 
Não tenho nada a apontar aos Smart Lipstick da Kiko, aliás gosto muito deles. Não são de efeito mate mas perdem um pouco o brilho com o passar do tempo, hidratam e aguentam-se no sítio umas 5 horas com um desvanecimento mínimo. O preço deles é imbatível, têm um aroma absolutamente delicioso e a pigmentação é muito muito aceitável, dado que é um batom hidratante (logo, pouco seco).
As minhas cores escolhidas foram o 925 e 926. 
Desde que me maquilho que uso batons castanhos, gosto do efeito na minha tez clara e devo ter 5 ou 6, sendo este o mais escuro mas de subtom quente. O mais rosado tem andado comigo quase todos os dias, sinto que se adequa a imensos outfits e estados de espírito. É um rosa com um fundo bordeux e castanho que o torna numa complexidade muito bonita. É dos tons com que mais me gosto de ver.

Depois as Mousses Labiais d'O Boticário. Foram lançadas a semana passada e quis mesmo mesmo testar estes meninos. Prometem ser um batom líquido mate hidratante que não transfere. Não cumprem tudo mas são muito bons. Secam mate e deixam um aspecto que nunca tinha visto em nenhum batom do género: revelam uns lábios hidratados e muito bonitos. O produto é muito pigmentado e só peca num aspecto essencial: transfere. Transfere até que não tenham nenhum vestígio de produto aplicado. Eu tenho usado ambos com frequência porque o facto de deixarem marca não me incomoda (preferia que ficassem tipo cola, né? mas não havendo perfeição...). Por deixarem um aspeto tão saudável eu tolero e até os prefiro aos Lip Cream Stain da Sephora na medida em que estes últimos ressecam muito a boca e esfarelam quando bebemos/comemos (no meu caso). Escolhi as cores Modern Nude e Scarlet Pink e não tenho interesse em adquirir as restantes 5. Estou feliz com estes dois mas a família não vai aumentar. Pelo menos com mais desta linha.

Smart Lipstick Kiko aqui
Make B. Mousse Labial aqui  (por algum motivo o Scarlet Pink não está online mas podem encontrá-lo no catálogo)


E por aí? Que comprinhas têm feito? Já experimentaram esta novidade das Mousses? Contem-me tudo com detalhes!

Um beijo,
MariaDaniela

18 de abril de 2016

Ser a melhor amiga dos pais

Esta semana voltei ao texto corrido para primeira publicação. Não que os outros posts não tenham demasiada converseta mas vocês que passam por aqui sabem que há sempre espaço para um bocadinho de prosa sobre nada. 
Deixem-me só dizer que isto não passará de uma introspectiva parva, não tenham ilusões.

Fora a fase da adolescência em que tudo é uma seca dos diabos, acho que sempre me dei muito bem com os meus pais. Com o passar dos anos percebi que não haveria ninguém no mundo a aconselhar-me como eles, a querer o meu bem e a preparar-me para o mal. 
Desde que saí de casa para ir para a faculdade que os laços se estreitaram. A minha mãe é o meu maior apoio e a melhor ouvinte, o meu pai é o ponto de abrigo, a segurança. 
À sua maneira sempre fizeram tudo por mim, da mesma forma que me deram os "não's", os castigos e os raspanetes. Crescer bem é ter este equilíbrio do bom e do menos bom. Eu acho que tive uma muito boa educação e é nessa crença que assento a minha personalidade todos os dias. Não posso simplesmente ser uma besta quando os meus pais fizeram um tão bom trabalho.

Hoje, sinto que chega a hora de retribuir. Porque sei o esforço e a dedicação que foi necessária para que eu não me deslumbrasse, não caísse ou simplesmente não desistisse. Herdei-lhes a vontade de dar mas o cuidado de não dar tudo. Aprendi a respeitar os mais velhos em todas as ocasiões e a tentar todos os dias merecer o respeito deles. Entendi que os outros não têm de sofrer consequências se eu estou num dia mau. Ensinaram-me que é preciso abdicar de cem cristais se quisermos ter o diamante. Sem esforço e bravura, ficará sempre tudo como está. 

Por isso, hoje sou a melhor filha que posso e sei. Visito-os com muita regularidade (admito que me deixo apaixonar pela calma da aldeia a cada fim de semana), levo-lhes mimos e esmago-os com carinho. Hoje, que não preciso, sou mais eu a ajudá-los a eles. Seja numa encomenda de bacalhau ou a despachar papelada junto do Instituto Nacional de Sabe-se-lá-o-quê. Perco horas a resolver coisinhas simples e ao telefone a desfiar assuntos leves. Por eles serem tão agradecidos, parece que é sempre pouco e pequeno aquilo que lhes posso dar. 
Há poucas coisas que se equiparem ao "Ah, minha rica filha!" depois de eu comunicar que determinada situação foi resolvida.
Adoram os queijos da serra que seguem do Algarve e as inovações que ainda não chegaram ao monte. O pai já se justifica com gosto, perante o meu olhar reprovador. "Hoje posso comer favas com chouriço porque bebi do teu leite magro sem saborzinho nenhum de manhã. Foi o combinado, não foi?"
Ele é o meu melhor mecânico e não dispensa o meu ouvido concentrado quando em causa está o funcionamento de um motor qualquer. Eu sou a arquiteta e crítica das obras dele. Ela é a melhor costureira e também quem me estraga roupa com pingos de lixívia. Eu ofereço-lhe flores, camisolas e as malas que ela muito subtilmente me pede emprestadas para sempre.

Sei que nem toda a gente terá uma dívida de gratidão e amor aos pais como a minha. Bem sei que cada casa é um caso. Mas cada relação tem o poder de se (des)construir de acordo com a forma como trabalhamos para ela. Os meus pais têm sido fulcrais nos momentos difíceis, o que nos fortalece e me torna mais mimada. Não há bela sem senão. Mas não mudava nada.
Sei que serão as pessoas mais importantes do mundo, até que o mundo receba um pequeno ser com o meu ADN. Caminharemos sempre juntos, porque eu acredito em amores incondicionais.





MariaDaniela

14 de abril de 2016

Mudar de uma mega mala para uma clutch?! Eu tenho dicas!

Mesmo que nada o obrigue, há uma certa predilecção para usar malas maiores no Inverno e mais pequeninas no Verão. Em ocasiões especiais ou de festa instintivamente recorremos a clutches mas no conforto da nossa rotina tendemos a escolher uma mala bem grande e bonita mas com instinto de saco do lixo: deitamos tudo lá para dentro, sem noção.
Quando damos pela Primavera (eu ponho as minhas mãos no fogo em como ela vai chegar!) e queremos andar com coisinhas leves a tiracolo temos um pequeno enfarte ao olhar para a mala que temos usado ultimamente. A missão é mais ou menos enfiar um elefante no frigorífico. Achamos que tudo o que lá está é indispensável e eu, pessoa ruim até ao osso, digo-vos que não.


Bom, começo por mostrar-vos mais ou menos o que anda sempre comigo numa mala maior. Sei que sou um alien e não carrego garrafas de água, tablets e torradeiras como a maioria, já que tenho noção do que preciso ou não no dia-a-dia. O que eu acumulo como ninguém são talões! Jesus! 
No entanto, havendo espaço, é tudo em grande. O porta moedas é generoso, a caixa dos óculos de sol (que normalmente leva lá uns, só para o caso), o porta-chaves lindo mas cabeçudo, os lenços de papel para a ranhosa, a bolsa com fio dentário, escova e pasta de dentes, "primeiros socorros", produtos para retocar a maquilhagem. Enfim, não está mau, está é tudo em grande!


Assim de repente tudo faz falta. Mas, não cabendo tudo naquilo que é o T0 das bolsas (para as mais distraídas, falo das clutches ou mini bags), temos de estabelecer prioridades e adaptar o que pudermos. 
Para vocês que carregam Os Maias, uma paleta de sombras, um par de chinelos e um balde de pipocas talvez não haja solução! ahahahah No entanto, vejamos como é que eu costumo resolver o assunto.




1. Mudar OBVIAMENTE de porta-moedas. Há quem prefira um porta-moedas pequenino e um porta-cartões separado mas eu gosto mais assim. Está tudo junto e demoro menos quando estou a pagar alguma coisa. Não é fácil encontrar uma carteira pequenina que dê para meter muitos cartões mas esta da Parfois é muito porreirinha. 

2. Reduzir os batons a 1! Vá, eu tento sempre que seja só um, mas na loucura um batom do cieiro e um de cor. Cabem muito bem nos cantinhos mas a verdade é que uma clutch já é ela própria um cantinho. Nada de abusar!

3. Encolher o porta-chaves. Gosto muito do polvinho sorridente e colorido mas quando a mala encolhe ele sabe que vai recambiado para a gaveta. É boa ideia optar por um menos volumoso ou, pelo menos, achatado. Assim é mais fácil colocar em paralelo com a carteira ou num compartimento pequenino da bolsa.

4. Lenços de papel ao mínimo. Nesta altura não vivo sem lenços de papel. As alergias adoram a minha companhia aí desde Abril até Junho por isso estes pacotinhos são os meus maiores aliados. No entanto o tamanho normal destes produtos é coisa para ocupar metade do espaço disponível, então a solução é escolher as embalagens mais pequenitas. As meninas que não sofrem do mal do nariz pingão podem andar apenas com 1 lencinho perdido na mala para ir à casa-de-banho ou qualquer outro momento.

5. Adorar produtos multitasking! Se vão fazer uma refeição fora e não têm tempo para escovar os vossos dentinhos com preceito (ou não vos cabe nada no raio da mala!) as pastilhas elásticas, não substituindo o ritual, dão uma boa ajuda! Para além de dar um hálito fresco em qualquer ocasião, as pastilhas são boas aliadas e as individuais cabem em todo o lado. O lenço de papel é o pai do pó compacto, sabiam? Se não sabiam, continuem na vossa que isto é tudo mentira. O que é certo é que pressionar (não esfregar!!!) um lenço de papel no rosto vai absorver muita oleosidade da nossa pele e deixá-la com pouquinhos brilhos. Pode sair um pouco de base ou pó da aplicação anterior mas, em caso de "desenrasca", faz muito bem a sua função. 

Depois existem as chaves do carro (as de casa, que já falámos no porta-chaves) e o telemóvel, por exemplo, que estão sempre connosco e têm que caber até no buraco de uma agulha. São essenciais e isso nem se discute.
Deve haver sempre um cantinho para um penso rápido em caso de feridas ou bolhas e um produto para quando aquela altura giríssima do mês se adianta. Enfim, não vos estar a ensinar a ser gajas, só queria mesmo deixar aqui a minha forma de atuar implacavelmente quando o assunto é reduzir tralha.

Espero que tenham sacado daqui alguma ideia ou que simplesmente vos tenha lembrado de ir dar a volta ao vosso "sacalhão".
Deixem-me as vossas dicas nos comentários que eu quero muito saber como é que vocês montam esse puzzle difícil dentro das vossas bolsas.

Malas Aldo (a maior apenas existe em verde aqui , a pequena aqui)
Bolsa Toranja
Porta-moedas Parfois

Um beijo,
MariaDaniela