16 de maio de 2016

Gostar de Bola é ridículo.



Gostar de futebol é ridículo. "Ser" de um clube, discutir táticas e contratações é ainda mais ridículo.
Ficar ofendido de cada vez que nos dizem que toda a gente do "nosso" clube devia falecer é o cúmulo do ridículo.
Só que no meio deste monte de coisas ridículas há sempre valores e lições a retirar cirurgicamente.
Em cada época (e esta última tem sido tão riquinha) há uma avalanche de lições de moral, de ética, de falta dela, de tudo o que o dinheiro compra e de amor à camisola.

Têm noção do quão ridículo é que se criem laços com jogadores que saem do "nosso" clube e ainda assim os apoiemos com o mesmo carinho? E que nos sintamos traídos com a saída do treinador para o clube rival?

Escrevo-vos este texto sábado, dia 14, sem saber como vai acabar. Tenho o coração nas mãos. 

13 de maio de 2016

Produtos Acabados #4

Acho sempre que devo partilhar quando encontro algo muito bom e algo muito mau a preços baixos. Ou para que aproveitem também ou para que não caiam no mesmo erro que eu. Conselhos de big sister, portanto. ahah
Vamos lá a isto!

Tirei foto e deitei as embalagens fora. Só depois é que vi a bela nódoa que aqui ficou. Desculpem. O tempo escuro não tem ajudado nada. Deixo os links abaixo para mais informações. 


11 de maio de 2016

Mãe, deixei as boas maneiras aí em casa!



Pois que esta boa amiga que vocês aqui fizeram passou por uma situação traumática que nem tão cedo apagará do seu tecido nervoso. (Não, o camadão de porrada que apanhei no hipermercado de que vos falei aqui nem se chega aos calcanhares disto que aí vem.)
Como é do conhecimento de vossas excelências, o país anda a viver sob ameaça de Semanas Académicas e outras com nomes diferentes mas que significam todas o mesmo terror: adolescentes mais bêbedos do que aquele frango velho que atafulhamos em cerveja para amaciar. 
Eu, que estou a viver uma experiência avassaladora mas que ainda me há-de valer um prémio literário, partilho casa com um estudante com vida social ativa. Já adivinham o que aí vem, certo?

9 de maio de 2016

Não te avisaram que ser Mulher era isto.

Não tenho nenhuma veia feminista mas achei que devia deixar aqui algumas considerações.
Ser mulher é maravilhoso, só que ainda tem muito que se lhe diga.

- Não te prepararam para os timings.
Ter uma carreira tão sólida como os teus glúteos (ginásio 4x por semana, sim?!), bem casada com um doutor ou engenheiro e um pequeno repolho antes dos 30. Vá, na loucura até aos 35. A partir dos 40 os sorrisos que te dirigirem já serão de alguma pena. 
Espera-se que sejas inteligente e não percas nenhum ano na escola, que estejas sempre no topo mas que a tua libido seja controlada. O que é que os teus vizinhos achariam se trocasses de namorado com a mesma facilidade com que lascas uma unha?!



6 de maio de 2016

Pouca pele à mostra.

Quando comecei este blog tinha muito certinha na minha cabeça a linha condutora das publicações: textos, inspiração e dicas para miúdas com as mesmas inseguranças que eu.
Admito que me fui dispersando e não me arrependo da generalidade de assuntos que já por aqui passaram, no entanto hoje quero voltar ao princípio.
Como eu, há muitas raparigas que simplesmente não gostam de mostrar as pernas. Ou porque a coxa é grossa, ou porque o problema é do joelho para baixo, porque têm um, dez ou vinte quilos a mais, pelas estrias ou celulite. Entendo a insegurança porque tenho convivido com ela toda a minha vida. 
Não vale muito a pena vir-vos vender que somos todas bonitas (porque somos!) e que o sentido da vida é usar minissaia. Não é. E se não se sentem preparadas para usar roupas curtas é simples, não usem. O vosso desconforto ia notar-se à distância!
Mas não precisamos de deixar o verão passar-nos ao lado. As minhas sugestões são para que deixem um pouquinho de pele à mostra mas sempre com conforto, discrição e elegância.


4 de maio de 2016

Tudo o que falta dizer sobre viver no Algarve.

- Viver no Algarve é uma porcaria.

Viver no Algarve tem aquele encanto esquisito. Podemos começar pelas pessoas, que são elas que fazem os sítios. Já vivi em algumas cidades algarvias e conheço muitas mais de visita.
Nas cidades mais turísticas onde já vivi foi onde mais perdi a esperança na Humanidade. Aliás, posso dizer que a maior dose de porrada que levei na vida foi num hipermercado, em Portimão. Entre encontrões e pressão com o carrinho de compras, isto foi coisinha para não só me marcar a alma (com traumas profundos) mas também o corpinho (nódoas negras em todo o lado!). O bom humor e as boas maneiras são tantas vezes questionáveis que muitas vezes não sabia se as pessoas não sorriam por lhe faltar um dente da frente ou por acharem que a relé não merecia esse esforço da sua parte.
A juntar a esta gente de bem com o mundo chega aquele tipo de turista que tem a melhor filosofia do mundo: bajulem-me que eu estou a dar-vos do meu dinheiro. Sim, por cada compra no Pingo Doce, o Algarve pula e avança. Há mesmo um estudo que garante que por cada lasanha congelada que se compra no Continente, um algarvio enriquece. 
Não chegando o ar carrancudo dos residentes e a impaciência dos turistas, as autarquias contribuem para o amor à região da melhor forma que sabem. Fora a época balnear, certas cidades ficam entregues ao passar lento e assustador do tempo. Posso dizer-vos com alguma vergonha que um dos jardins centrais de uma cidade chega a ter "relva" da minha altura. Os percursos artificiais de água com repuxos e essas coisas giras viram uma aula de canalização gratuita. Se acham que Chernobyl é a mais assustadora cidade fantasma é porque nunca cá puseram os pés em Fevereiro.
No verão só apetece morrer quando as nossas estradas (de qualidade inquestionável, hum?!) estão entupidas de gente que se lembrou de ir para a praia toda ao mesmo tempo. Gente essa que buzina e barafusta com tanta convicção que terá mais probabilidade de ter um enfarte naquela tarde do que durante o trabalho. É o charme das férias no Algarve que tantas fotos gera no instagram e tantas histórias embaraçosas guarda para a posteridade.